sexta-feira, março 31, 2017

Poesia (1944-1955)



MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
desenho de João Rodrigues

Lisboa, s.d. [1961]
Delfos
1.ª edição
21 cm x 14,6 cm
360 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
peça de colecção
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Não se pode dizer que o Estado Novo tenha tido descanso durante o ano de 1961: mal acabara de perder o domínio sobre um paquete da marinha mercante e de ver-se afrontado pelo romper das lutas pela independência nas colónias, que conduziram logo à derrota na Índia, e já no continente levava em cima com a, até então, obra completa de um poeta maior que as polícias traziam debaixo de olho. Reúne o volume livros inéditos do poeta, e outros menos, como Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, ou Pena Capital, ou Manual de Prestidigitação, ou Alguns Mitos Maiores Alguns Mitos Menores Propostos à Circulação pelo Autor. E é precisamente neste contexto bélico nacional que, finalmente, ganha força a cínica quadra «Discurso, I»:
«Quando aqueles que chegavam
olhavam os que partiam
os que partiam choravam
os que ficavam sorriam»

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O Argumento Cinematográfico [junto com] As Máquinas e o Estudo [junto com] A Realização Cinematográfica



ERNESTO DE SOUSA
MANUEL RUAS
ADELINO CARDOSO
FONSECA E COSTA
et alli

Lisboa, s.d. [1956]
Sociedade de Artes Gráficas, Limitada
1.ª edição [única]
3 volumes (completo)
18,2 cm x 11 cm
[96 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [92 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [96 págs. + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulos: 1 – Como Se Escreve um Filme; 2 – Primeira Iniciação à Técnica Cinematográfica; 3 – Noções Sobre a Realização de um Filme
ilustrados
capas impressas no verso
exemplares estimados, lombada esfolada no vol. 2; miolo limpo
acondicionados em estojo artístico próprio de fabrico recente
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância de Ernesto de Sousa – o animador da vertente colecção – para o meio artístico português nos anos 50-70 do século XX ultrapassa em muito a sua intervenção quer em revistas da especialidade, quer no fomento de cineclubes. Até Eduardo Prado Coelho lhe reconheceu o mérito (in Ernesto de Sousa – Itinerários [catálogo], Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, s.d. [1987]):
«[...] Ser-me-ia muito difícil, até por manifesta impreparação, falar da obra de Ernesto de Sousa (no cinema, na literatura, na crítica, nas artes plásticas), se não tivesse a profunda convicção de que essa obra apenas existe sob a forma daquilo a que alguns escritores de língua francesa poderão chamar o désœuvrement, isto é, uma arte de puxar fios, desfiar as linhas invisíveis, os travejamentos ocultos, as costuras secretas, de tudo o que por momentos se consolida como instituição social ou estética, e ser capaz de instituir clareiras, lugares de encontro, de cumplicidade, de reinvenção de formas de sociabilidade e conjura. Seria manifestamente pouco dizer que Ernesto de Sousa tem sido, acima de tudo, alguém que soube, melhor de que qualquer de nós, encenar, com a participação de nós todos, o espaço da arte contemporânea em que todos estamos envolvidos. Porque o valor do trabalho de Ernesto de Sousa é muito mais do que isso. É uma permanente lição de persistência e apagamento, de presença e clandestinidade, de opções radicais e fraterno entendimento dos laços da palavra, de inovação e escuta dos valores mais discretos da arte popular ou quotidiana, de frieza e paixão, de fanatismo e distracção, de força e fragilidade. Seria difícil encontrarmos neste exíguo espaço português alguém que tanto tenha contribuído para o alterar sem nunca ter enveredado por posturas de domínio, afirmação, ocupação ou poder. Seria difícil apontarmos alguém a quem devemos tanto tendo-o encontrado tão poucas vezes e de um modo tão oblíquo. Ernesto de Sousa é certamente o mais discreto, invisível, silencioso, clandestino e apaixonado mestre de múltiplas gerações. É essa a sua imensa obra: difusa, transparente, transversal, dispersa e fluída nesse jeito inconfundível de saber como nos atravessar.»

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Fenda – Magazine Frenética


Coimbra, Primavera 1979
dir. Vasco Tavares dos Santos
1.ª edição
n.º 1
29,4 cm x 18 cm
92 págs. + 3 folhas em extra-texto (cada qual com 1 cromo colado) + 1 folha-encarte (errata)
ilustrada no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas do número inaugural da revista que servia de apoio ao catálogo da editora homónima.

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Subversão Internacional [n.º 5]


Chãs de Semide (Coimbra), Julho de 1979
dir. J. M. Carvalho Ferreira
29,8 cm x 21,2 cm
38 págs.
profusamente ilustrada
acabamento com 1 ponto em arame
verso da capa e contracapa impressos
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz revolucionário, afecta às ideias de Internacional Situacionista. Publicou, entre Fevereiro de 1977 e Dezembro de 1979, um total de seis números e um suplemento ao n.º 1, seguindo-se-lhe mais uma brochura extra, homónima, mas assinada apenas por três dos seus colaboradores – Jorge Valadas, Júlio Henriques e Sam Thirion –, onde expõem as razões críticas da dissolução do colectivo redactorial. O espírito desta publicação será mais tarde retomado, por mão de Júlio Henriques, quer no magazine Fenda quer na revista Pravda.

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terça-feira, março 28, 2017

Aventuras de Alice no País das Maravilhas


LEWIS CARROLL
trad. José Vaz Pereira e Manuel João Gomes
introd., notas e posf. Manuel João Gomes
ilust. John Tenniel
capa de Nuno Amorim
concepção e arranjo gráfico de Fernando Ribeiro de Mello, expandindo a ideia original de J. Marques de Abreu para a edição anterior

Lisboa, 1976
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
2.ª edição
14,6 cm x 21 cm (oblongo)
288 págs.
ilustrado
impresso sobre papéis polícromos de forma a satisfazer a representação de um arco-íris
exemplar estimado, capa suja e com ligeiro rasgão; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

O pastor anglicano, professor de matemática e especialista em lógica Lewis Carroll (pseudónimo de Charles Lutwidge Dodgson, 1832-1898) tanto tem servido de pano de fundo aos grandes emplastros assexuados de Walt Disney como à verve absurda do surrealismo mais ortodoxo e ao espírito de subversão radical. É o próprio André Breton que o sublinha numa sua nota editorial na Antologia do Humor Negro (Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, Lisboa, 1973): «[...] O que aí realmente conta é a resistência decidida que a criança oporá sempre àqueles que tendem a modelá-la, e depois a reduzi-la, limitando mais ou menos arbitràriamente o seu magnífico campo de experiência. Todos aqueles que conservam o sentido da revolta reconhecerão em Lewis Carroll o seu primeiro mestre da gazeta à escola.»

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segunda-feira, março 27, 2017

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prateado e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
exemplar n.º 422 da tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em bom estado de conservação, lombada ligeiramente queimada pela presença da luz; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
445,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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quinta-feira, março 23, 2017

Discurso Pronunciado no Comicio Anti-Jesuitico Realisado no Theatro de Recreios


ALEXANDRE BRAGA
pref. Deolindo de Castro e de Sá d’Albergaria

Porto, 1885
Typographia Occidental
1.ª edição
19,6 cm x 13,6 cm
154 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação modesta de amador, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, primeira e última folhas muito aciduladas
carimbos de posse no ante-rosto
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Goa e as Praças do Norte



RAQUEL SOEIRO DE BRITO
grafismo de Licínio de Melo

Lisboa, 1966
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
23 cm x 18 cm
200 págs. + 128 págs. em extra-texto (cor) + 2 folhas em extra-texto + 15 desdobráveis em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor, no corpo do texto e em separado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
assinatura de posse no ante-rosto
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho de campo realizado, entre 1955 e 1956, sob a direcção de Orlando Ribeiro, ao serviço da Missão de Geografia da Índia. É impressionantemente detalhado. A sua publicação, já depois da ocupação indiana do território, vinha justificar um domínio colonial político-administrativo que Portugal nunca deixou de reivindicar junto das Nações Unidas.

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Memórias do Marquês de Fronteira e d’Alorna


JOSÉ TRAZIMUNDO MASCARENHAS BARRETO
org. Ernesto de Campos de Andrada

Lisboa, 1986
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
2.ª edição («reimpressão fac-similada»)
5 volumes (completo)
24 cm + 15 cm
[8 págs. + VIII págs. + 500 págs. + XXX folhas em extra-texto] + [4 págs. + VIII págs. + 402 págs. + XX folhas em extra-texto] + [4 págs. + VI págs. + 388 págs. + XX folhas em extra-texto] + [4 págs. + VIII págs. + 518 págs. + XXX folhas em extra-texto] + [6 págs. + VI págs. + 388 págs.]
subtítulo: Ditadas por êle próprio em 1861
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
140,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 22, 2017

Terras de Fôgo


JULIÃO QUINTINHA
capa e contracapa de Bernardo Marques

Lisboa, 1923
Edição do Autor (Livraria Depositaria Portugal-Brasil)
1.ª edição (1.º milhar)
19,7 cm x 13,4 cm
200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
ostenta colado na pág. 8 o ex-libris de Rafael Maria Rudio
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Novela Africana


JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. Vasco (Olmo)

Lisboa, 1933
Casa Editora Nunes de Carvalho
2.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
256 págs.
exemplar manuseado, com restauros toscos na lombada, mas aceitável; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cavalgada do Sonho


JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1924 [aliás, 1925]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora – Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
244 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Figura de referência para a vila de Silves, onde nasceu e chegou a dirigir o concelho, tendo sido operário e, depois, alfaiate estabelecido, veio a destacar-se como jornalista e como tal fez carreira, na República e, sob apertada vigilância das polícias, na Ditadura. Como escritor de ficção, pode enquadrar-se no neo-realismo sui generis que teve Ferreira de Castro por modelo.

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terça-feira, março 21, 2017

O Sindicalismo em Portugal


M. [MANUEL] J. [JOAQUIM] DE SOUSA

Lisboa, 1931
Edição da Comissão Escola e Propaganda do Sindicato do Pessoal de Câmaras da Marinha Mercante Portuguesa (Publicações da A. I. T.)
1.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
256 págs.
subtítulo: Esbôço Histórico
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
muito pouco aparado, conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Joaquim de Sousa (1883-1944) foi um destacado militante anarco-sindicalista, tendo sido mesmo, em 1919, eleito secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (a verdadeira CGT). É de assinalar ainda a sua permanente colaboração jornalística no periódico revolucionário A Batalha, jornal de que chegou a ser director, e onde exprimiu a sua crítica progressista relativamente àquilo que veio a ser o Partido Comunista Português.

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Syndicalismo e Gréve Geral


JOSÉ PRAT
ARISTIDES BRIAND
trad. Ribeiro de Carvalho e Fernão Botto Machado

Lisboa, s.d.
Livraria Internacional – Almeida, Carvalho & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
152 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Socialismo e Anarquismo

 

A. [AUGUSTIN] HAMON
pref. Alfred Naquet
trad. Ribeiro de Carvalho

Lisboa, s.d.
Livraria Internacional – Almeida, Carvalho & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
168 págs.
exemplar estimado, falhas na lombada; miolo limpo, papel acidulado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Anarchia


JOÃO GRAVE
«versão auctorisada, de Raul Pires e Aquilino Ribeiro»

Lisboa, 1907
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor
1.ª edição [em português]
19,5 cm x 13,2 cm
388 págs.
subtítulo: Fim e Meios
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 5
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História Pátria – IV Classe


JOÃO GRAVE
CARDOSO JÚNIOR

Porto, 1930
Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, Ld.ª, editores
s.i. [1.ª edição ?]
18,5 cm x 11,7 cm
172 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto a negro e a cor
encadernação editorial em tela encerada impressa a negro nas pastas e na lombada
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, papel por vezes oxidado
valorizado pela extensa dedicatória dos editores ao então Director dos Serviços [Educativos ?] de Angola, Simeão Nunes Victória
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Restauração e a Aclamação de Dom João IV na Cidade dos Vice-Reis da Índia em 11 de Setembro


JOSÉ FREDERICO FERREIRA MARTINS

Lisboa, 1934
Edições da 1.ª Exposição Colonial Portuguesa
1.ª edição
22,5 cm x 15,9 cm
20 págs.
exemplar estimado, restauro na dobra; miolo limpo
assinatura de posse e carimbo da biblioteca da revista Brotéria no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência de exaltação histórica a propósito do tema em título.

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Selecções da Gazeta do Sul [1930-1960]


Montijo, 1955 e 1961
dir. Alves Gago (vol. III: dir.Tio Rico)
edição da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,5 cm x 14 cm
3 x 320 págs.
cantos redondos e corte carminado nos dois primeiros volumes, abrindo o vol. I com uma cortina impressa sobre papel-vegetal
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO DIRECTOR DA PUBLICAÇÃO REINALDO ALVES GAGO NO I VOLUME
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O maior interesse nesta compilação de colaborações, distribuídas pelas páginas da dita gazeta entre 1930 e 1960, reside na plêiada dos intelectuais que as assinaram, entre os muitos quais se conta, à cabeça, o que julgamos ter sido a estreia absoluta, em 1940, de Sebastião da Gama, que assinava então Zé d’Anicha (vols. II e III).
Dos outros, podemos apontar alguns nomes evidentes, como Ferreira de Castro, Stuart Carvalhais, João da Câmara, Cardoso Martha, Olavo Bilac, Florbela Espanca, Agostinho Campos, Raúl Brandão, Severo Portela, Júlio Dantas, Augusto Gil, Homem Cristo, Mário Gonçalves Viana, Tomaz da Fonseca, André Brun, Lyon de Castro, Alberto Pimentel, Victor de Sá, Cottinelli Telmo, Leonel Cosme, etc.

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segunda-feira, março 20, 2017

A Enciclopédia da Agulha


LAURA SANTOS
ilust. Maria Natália

Lisboa, s.d. [circa 1960]
Editorial Lavores
2.ª edição
24,2 cm x 17,5 cm
320 págs.
subtítulo: Curso de Corte – Curso de Bordados
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Amor, o Dinheiro e a Morte


OLAVO D’EÇA LEAL
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1960
ETA – Editorial Técnica e Artística S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
140 págs.
subtítulo: Tragi-farsa
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«A peça odiada pela crítica!...»

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Conceituado Comerciante

OLAVO D’EÇA LEAL
capa e ilustrações de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, Lda.
1.ª edição
21,5 cm x 15,3 cm
272 págs. + 3 folhas em extra-texto
ilustrado no texto com 6 desenhos a negro de página inteira e 3 a cor em extra-texto
exemplar muito bem conservado
autenticado por assinatura-carimbo do Autor
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pai e filho – Olavo e Paulo-Guilherme – envolvidos na mesma obra. E pode dizer-se que o extraordinário grafista soube traduzir em imagens plásticas todo o ambiente do romance urbano pequeno-burguês, típico de uma Europa em reconstrução no pós-guerra. Ambos artistas de expressão alargada, cultores quer da escrita, quer das artes visuais, quer do cinema, será pela voz radiofónica do pai, aos microfones da Emissora Nacional, que um género de folhetim dramático – natural antepassado das actuais telenovelas – se difundiu e fez dele o herói popular das donas-de-casa exemplares no Estado Novo. Com a vinda da televisão, também naturalmente o género e os seus promotores nunca caíram no esquecimento, antes pelo contrário: expandiram-se no imaginário pobre da nação. Em matéria de artes condicionantes, foi o pai assistente de realização cinematográfica, entre outras, nas filmagens de A Revolução de Maio de António Lopes Ribeiro, exemplo máximo de propaganda governamental; passos que o filho seguiu como efémero realizador, mas principalmente como publicitário.

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O Meu Dinheiro – Como Devo Gastá-lo?



Lisboa, 1961
Edição da Junta do Crédito Público
[1.ª edição]
20,8 cm x 13,9 cm
20 págs.
subtítulo: Plano para raparigas
profusamente ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folheto instrutivo destinado à orientação de jovens empregadas, no sentido de estas saberem como aplicar o produto do seu trabalho... O mesmo é dizer: iluminar-lhes o retorno do dinheiro circulante às mãos de quem o põe a circular, que se resume ao consumo das mercadorias produzidas, às despesas com os equipamentos essenciais disponíveis para os trabalhadores (habitação, assistência à saúde, etc.), e acumulação do que sobra nas mãos das entidades oficiais destinadas a esse fim (bancos, montepios, aforros promovidos pelo Estado, etc.). Neste último particular, o folheto é um instrumento de publicidade explícita aos Certificados de Aforro da Caixa Económica.

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Isto É a Casa do Gaiato


PAI AMÉRICO

Paço de Sousa, s.d.
Editorial da Casa do Gaiato
2.ª edição
vol. I (apenas este volume, de um total de dois)
17 cm x 12,5 cm
272 págs
ilustrado
exemplar muito estimado, pequena falha no desenho na contracapa; miolo limpo
rubrica de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escolha das páginas mais significativas inicialmente dadas à estampa no jornal O Gaiato, obra social do conhecido padre Américo. Aqui se faz a resenha e celebração dos seus conseguimentos cívicos e pedagógicos.

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Curso Metodico de Arquitectura Naval aplicada á la Construccion de los Buques Mercantes



D. JUAN MONJO I PONS

Barcelona, 1856
Imprenta de José Tauló
1.ª edição
texto em castelhano
24,2 cm x 16,3 cm
[204* págs. + 14 folhas em extra-texto] + [236 págs. + 2 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulo: Obra compuesta en vista de las estrangeras mas modernas que tratan de la materia [...]
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação antiga em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar de trabalho envelhecido mas aceitável; miolo limpo, com [*] falta das págs. 107 a 110
assinatura de posse no frontispício
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Juan Monjo i Pons (1818-1884) foi mestre de embarcação e engenheiro mecânico, director da Real Escola Náutica de Arenys de Mar, tendo fundado, mais tarde, também na costa da Catalunha, a sua própria escola.
A folha de rosto do vertente exemplar refere que a obra se completa num atlas, que julgamos só ter sido publicado em fac-símile em 1990.

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Roteiro de Pesca de Arrasto do Cabo Juby e do Cabo Branco


JOAQUIM GORMICHO BOAVIDA
pref. Henrique Tenreiro

Lisboa, 1949
Edição do «Boletim da Pesca»
1.ª edição
25 cm x 18,7 cm
332 págs. + 5 desdobráveis em extra-texto + 8 folhas em extra-texto (cupões de assinatura intactos)
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação rude em pele-de-diabo com rótulo gravado a ouro colado na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
100,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Manual do Navegante


GUILHERME IVENS FERRAZ

Lisboa-Porto – Rio de Janeiro-São Paulo-Belo Horizonte, s.d. [circa 1910]
Biblioteca de Instrucção Profissional / Francisco Alves & C.ª
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,2 cm
12 págs. + 288 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: Regras e preceitos da lide do mar
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Manual de Pilotagem


GUILHERME IVENS FERRAZ

Lisboa-Porto – Rio de Janeiro-São Paulo-Belo Horizonte, s.d. [circa 1910]
Biblioteca de Instrucção Profissional / Francisco Alves & C.ª
[1.ª edição]
18,4 cm x 11,9 cm
12 págs. + 344 págs. + 5 folhas em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Navegação practica de cabotagem e longo curso. – Hydrographia.
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a negro em ambas as pastas e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar estimado; miolo com ocasionais sublinhados a lápis azul
assinatura de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Rapido Estudo da Origem e Constituição da Terra – Elementos de Meteorologia Nautica – Correntes Maritimas e Previsão do Tempo



JOSÉ NUNES DA MATTA

Lisboa, 1903
Typ. da Livraria Ferin
1.ª edição
18,5 cm x 13,2 cm
VIII págs. + 286 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
ilustrado
encadernação modesta de amador em meia-inglesa, gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, encadernação a quebrar no festo; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 19, 2017

Rumo às Estrelas do Cruzeiro do Sul


MARQUES GASTÃO
capa de Carlos Carmo

Lisboa, 1954
[ed. Autor ?]
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
256 págs. + 15 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio do autor:
«Foi a profissão de jornalista, que tanto quero e apaixonadamente sirvo, que me levou ao Brasil, onde fui reencontrar velhos amigos. [...] Daí a série exaustiva de entrevistas que realizei e nas quais me dei, em profundidade, na profissão de ouvir, compreender e de me fazer ouvir e compreender também. E não me arrependi. Considero até, na minha carreira de jornalista, a minha viagem ao Brasil, como um dos trabalhos espirituais que maiores compensações me deram, como jornalista e como escritor. [...]»
Entre as personalidades entrevistadas, contam-se os nomes de Jorge de Lima, Cecília Meireles, José Lins do Rego e Gilberto Freire.

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telemóvel: 919 746 089


Cicatriz



PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa do escultor José Pedro Croft

Lisboa, 1986
frenesi
1.ª edição
19 cm x 12,9 cm
32 págs. + 1 cromo colado na primeira pág.
ilustrado
capa impressa a uma cor e relevo seco
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Não foi prémio literário, o que um escritor como Paulo da Costa Domingos agradece.

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Cicatriz



TERESA RITA LOPES
pref. Manuel Alegre
capa F. C.

Lisboa, 1997
Editorial Presença
2.ª edição
18,5 cm x 11,5 cm
IV págs. + 112 págs.
capa impressa revestida por sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer marca de quebra na lombada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DA AUTORA
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Carlos J. Ferreira Vieira
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi prémio no ano da sua entrada no mercado da poesia, que é o que uma escritora e investigadora pessoana como Teresa Rita Lopes merece.

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História Maravilhosa de um Povo Maravilhoso


JOSÉ CASTELO
capa e ilust. Jayme Duarte de Almeida

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, L.da – Editores
1.ª edição
30,2 cm x 21,4 cm (álbum)
176 págs.
subtítulo: A História de Portugal contada em versos simples e às crianças
profusamente ilustrado e impresso a duas cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o estojo editorial, com restauro discreto
carimbo da assinatura do Autor na pág. 4
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Manuel Lage de Abreu Castelo foi uma figura basto conhecida nos meios radiofónicos, teatrais e humorísticos. Da rádio, ficou na memória dos ouvintes nos anos 30 do século passado o divertido programa O Senhor Doutor, assim como, na década seguinte, durante a guerra, a sua voz aos microfones da BBC. No teatro ligeiro de variedades, foi o Maria Vitória o lugar de estreia, com a opereta Fonte Santa. Como escritor, para além dalguns livros de versos e de contos alegres, colaborou largamente nos jornais Os Ridículos e Sempre Fixe.
Dão opinião acerca da vertente obra, em prólogo, entre outros, monsenhor Moreira das Neves, Mário Domingues, Leopoldo Nunes, etc.

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Poeira de Cantigas...


JOSÉ CASTELO
capa de Mário Costa

Lisboa, 1939
Parceria António Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fotografia Prática ao Alcance de Todos


CHARLES BOURÉE
trad. S. de Almeida

Porto, 1956
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
80 págs. + 2 págs. em extra-texto
subtítulo: Manual prático que ensina a ser um bom fotógrafo-amador
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Guia do Photographo


ARNALDO FONSECA

Lisboa, s.d. [circa 1905]
Worm & Rosa
1.ª edição («Edição unica e definitiva»)
19 cm x 12,4 cm
6 págs. + 90 págs. + 4 págs. (anúncios)
composto manualmente e impresso nas oficinas do mestre-tipógrafo Libânio da Silva
exemplar envelhecido mas aceitável, capa manchada e gasta; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um manual prático, cobrindo todas as vertentes dessa arte: óptica, mecânica e laboratorial. Arnaldo Fonseca notabilizou-se pelo impulso que deu em Portugal à introdução e vulgarização da arte fotográfica, tendo sido, em 1889, o fundador do Instituto Photographico de Lisboa, primeiro estabelecimento de ensino para amadores, e, em 1907, encontramo-lo ligado à criação da Sociedade Portuguesa de Photographia, juntamente com Arnaldo Bettencourt e Júlio Worm. Deve-se-lhe também a regular edição do Boletim Photographico, entre 1900 e 1906, e é neste contexto editorial que surge o vertente livro.

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Zeiss-Aerotopograph



Munique, Janeiro de 1958-1961
Zeiss
[1.ª edição]
15,4 cm x 9,7 cm
16 págs. (8 das quais brancas) + 76 págs. + 8 págs.
folhas soltas cosidas à linha com laçada exterior
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da separata que anualmente o fabricante de lentes e aparelhos ópticos Zeiss enviava aos detentores de equipamentos seus, utilizados em fotografia aérea e fotogrametria. É constituída principalmente por esquemas de voo, tabelas de conversão, modelos de planificação cartográfica, etc., mas também de notícia acerca das mais recentes inovações técnicas postas no mercado.

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Leica Collectors Guide



DENNIS LANEY
grafismo de Wendy Bann

Sussex, 1992
Hove Collectors Books
1.ª edição
25,8 cm x 19,6 cm
8 págs. + 392 págs. + 16 págs. em extra-texto (a cor)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada, com sobrecapa polícroma impressa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um catálogo de precisão acerca da grande variedade de artefactos ópticos fabricados pela Leitz desde 1869, com especial relevo para as objectivas e as máquinas de fotografar. A altíssima qualidade dos referidos produtos, como não poderia deixar de ser, sendo logo notada pelas chefias militares e pelos serviços de espionagem de Hitler, suscitou do exigente fabricante – Ernst Leitz II – o apuro técnico e conceptual que, ainda hoje, faz a diferença nos meios profissionais e artísticos da captação de imagens. É de notar, todavia, que a fábrica alemã também vendeu indiscriminadamente equipamentos similares aos exércitos, armadas e forças aéreas tanto ingleses como americanos, facto atestado pela gravação de origem, dos respectivos símbolos de propriedade, junto da marca Leica e do número de série de cada aparelho.

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Danças Portuguesas



PEDRO HOMEM DE MELLO
traduções de Maurice Villemur e Elaine Sanceau

Porto, 1962
Lello & Irmão – Editores
1.ª edição
trilingue (Português / Francês / Inglês)
26,4 cm x 21,5 cm
104 págs.
profusamente ilustrado
encadernação editorial em sintético com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem de abertura ao livro:
«[...] o folclore português está na moda, o que em relação ao turismo, é já importante.
Na verdade, de ano para ano, vamos sendo mais visitados e os festivais típicos estão a multiplicar-se a olhos vistos.
Tudo isso revela gosto pelo regionalismo, se bem que ao forasteiro continuem a faltar elementos de orientação.
Numa palavra: não existe, entre nós, ainda, literatura coreográfica.
Aí está uma lacuna que tentaremos, agora, de algum modo, preencher...
A maioria dos nossos folcloristas mostram predilecção pelo canto, pelas letras das cantigas e pelo trajo e, se uma ou outra vez, se referem a danças, fazem-no, quase sempre, ao de leve ou, pelo menos de maneira a não provar a riqueza patente na técnica dos passos e na expressão das atitudes.
Bem ou mal, a recolha das danças encontra-se, principalmente, a cargo dos directores dos ranchos. [...]»
E a partir daqui Homem de Mello dá-nos uma autêntica, embora breve, enciclopédia da danças populares, distribuídas estas pelas respectivas regiões ou localidades do país.

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