sexta-feira, setembro 30, 2016

A Ilha Verde e Vermelha de Timor


ALBERTO OSÓRIO DE CASTRO

Lisboa, 1943
Agência Geral das Colónias
1.ª edição (em livro)
22,4 cm x 16,4 cm
XXXVI págs. + 180 págs.
exemplar estimado, sem folha de ante-rosto; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais importantes textos literários acerca dessa ex-colónia, inicialmente publicado na revista Seara Nova entre 1928 e 1929, «[...] peculiar livro de viagens, escrito em prosa poética, cheio de informações exaustivas sobre a ilha, a sua natureza e as suas gentes. [...]» (João Paulo T. Esperança, in O Que É a Lusofonia / Saida Maka Luzofonia, Instituto Camões, Díli, 2005)

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Antologia Poética


CECÍLIA MEIRELES
selec. e coment. Francisco da Cunha Leão e David Mourão-Ferreira

Lisboa, 1968
Guimarães Editores
1.ª edição
21,6 cm x 16,1 cm
208 págs.
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE DAVID MOURÃO-FERREIRA, CO-AUTOGRAFADA POR FRANCISCO DA CUNHA LEÃO, AO JORNALISTA GUEDES AMORIM, QUE SE LIMITOU A ABRIR UMA DÚZIA DE PÁGINAS FINAIS
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo palavras do próprio editor da casa Guimarães, Francisco da Cunha Leão, no posfácio:
«Em Cecília Meireles, o lirismo português atinge alturas inexcedíveis. Nenhum poeta do nosso idioma a sobreleva em emocionar com simplicidade, transmitindo o elementar, o subtil ou o complexo, por sugestivas transfigurações, quase de nenhuma coisa feitas, em que se não sente o peso das palavras, só mediante algumas linhas fluidas e pontos cintilantes. A sua expressão verbal tem leveza e transparência. [...]»

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segunda-feira, setembro 26, 2016

Um Século de Poesia (1888-1988)


FERNANDO PINTO DO AMARAL, org.
GIL DE CARVALHO, org.
JOSÉ BENTO, org.
MANUEL HERMÍNIO MONTEIRO, org., «ideia original e concepção»
et alli
capa de Manuel Rosa, grafismo do mesmo e de Luís Miguel Castro

Lisboa, Dezembro de 1988
Assírio & Alvim, CRL
1.ª edição [única]
33,5 cm x 23,5 cm
312 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma «edição especial» do periódico A Phala, regularmente publicado pela Assírio & Alvim, tipo folha-volante, servindo de press release do catálogo da editora. Reúne o vertente número textos teóricos, ou micro-ensaios, ou crónicas historicistas, em que os autores se legitimam entre si, elogiando outros de dentro para fora enquanto estes últimos elogiam os primeiros de fora para dentro, ao mesmo tempo que terceiros foram dali elogiar o editor na imprensa dita cultural. O tema é os poetas, os seus livros, os movimentos literários, os seus editores e uma procissão de fotografias do mesmo. Para além dos organizadores, participa ainda a fina-flor intelectual, sobretudo lisboeta, dessa época, nomes como, entre outros, Fernando Guimarães, Teresa Rita Lopes, Arnaldo Saraiva, David Mourão-Ferreira, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, António Cabrita, João Rui de Sousa, António Guerreiro, Alberto Pimenta, Luís Miguel Nava, António Ramos Rosa, Eduardo Lourenço, Alfredo Margarido, E. M. de Melo e Castro, etc.

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Anuário de Poesia



FERNANDO LUÍS [SAMPAIO]
JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA
JOSÉ BENTO
MIGUEL SERRAS PEREIRA
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
ADÍLIA LOPES
JOÃO RUI DE SOUSA
capas de Manuel Rosa

Lisboa, 1984 a 1987
Assírio e Alvim
1.ª edição
4 volumes (completo)
26,9 cm x 17 cm
160 págs. + 144 págs. + 124 págs. + 128 págs.
subtítulo: Autores Não Publicados
exemplares muito estimados, pequenas esfoladelas nas capas; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologias de poetas escolhidos por poetas, sob a forma de «júri». Esta coisa de três ou quatro poetas armarem-se em juízes de versos alheios, nem sempre dá bons resultados. Por vezes as revelações tão esperadas pelos leitores patenteiam surpresas escusadas... Sem julgar da qualidade dos florilégios, desde logo nomes como os de Carlos Porto, ou Francisco Bélard, ou Marina Tavares Dias, mesmo há trinta anos, nada tinham de revelação ou míngua de editor disponível para os publicar. Tratava-se, isso sim – para além da troca de favores com algumas peças na altura colocadas em pontos-chaves na imprensa cultural –, de uma maneira airosa de o editor se ver livre de grossos contingentes de candidatos à edição de poesia, que a todo o instante lhe entravam portas adentro da livraria, ali sita às redondezas da Junta de Freguesia de Arroios (Lisboa – Portugal). Teve pouca sorte este empreendimento de cortejar simultaneamente deus e o diabo, esquecendo que uma antologia que se preze começa por ser, à partida, um rigoroso acto de exclusão.

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sexta-feira, setembro 23, 2016

A Grande Travessia Africana de Capelo e Ivens


RAFAEL ÁVILA DE AZEVEDO
ilust. Neves e Sousa

Lisboa, 1946
Livraria Sá da Costa, Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,7 cm
XVI págs. + 214 págs. + 1 desdobrável (grande formato) em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Curiosa obra de vulgarização da aventura de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, exploradores africanos que melhor contaram, em obra literária própria, a crónica das suas viagens.

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Os Povos do Império Português


J. A. PIRES DE LIMA

Porto, 1938
Livraria Civilização
1.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Estudos Antropológicos
exemplar estimado, pequenas falhas de papel e sujidade na lombada; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um estudo da morfologia dos crânios humanos de diversas proveniências do império colonial português, levado a cabo pelo então director do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto, Joaquim Alberto Pires de Lima (1877-1959).

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Navegação de Paz e de Glória



DUTRA FARIA
pref. do cardeal patriarca de Lisboa, Dom Manuel II

Lisboa, 1945
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,7 cm x 16,2 cm
8 págs. + 168 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel avergoado, gravuras sobre couché
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da viagem que, na altura, fez o cardeal patriarca de Lisboa às colónias portuguesas.

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segunda-feira, setembro 19, 2016

Nova Largada


AUGUSTO CASIMIRO
capa de Tagarro

Lisboa,1929
Tip. da «Seara Nova» [edição do Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
240 págs.
subtítulo: Romance de África
exemplar estimado, pequeno risco na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Casimiro (1889-1967), amigo próximo de Raul Brandão e familiar de Jaime Cortesão, chegou a ser director da revista Seara Nova (1961 a 1967). Todavia, a sua perspectiva, neste romance, insere-se naquilo que, ao contrário da literatura africana de expressão portuguesa, Manuel Ferreira identifica como: «a literatura colonial, define-se essencialmente pelo facto de o centro do universo narrativo ou poético se vincular ao homem europeu e não ao homem africano. No contexto da literatura colonial, por décadas exaltada, o homem negro aparece como que por acidente, por vezes visto paternalisticamente e, quando tal acontece, é já um avanço, porque a norma é a sua animalização ou coisificação. O branco é elevado à categoria de herói mítico, o desbravador das terras inóspitas, o portador de uma cultura superior. [...]: “Fiel aos nossos deveres de dominador, grata ao nosso orgulho, útil às populações”, escrevia um homem anti-fascista, Augusto Casimiro (Nova largada, 1929). Predominavam, então, as ideias da inferioridade do homem negro [...]» (Fonte: Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 1, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977)

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Portugal Crioulo


AUGUSTO CASIMIRO

Lisboa, 1940
Edições Cosmos
1.ª edição
19,5 cm x 12,3 cm
2 págs. + 282 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante monografia acerca dos usos e costumes de Cabo Verde.

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domingo, setembro 18, 2016

A Morte Sem Mestre


HERBERTO HELDER

Porto, 2014
Porto Editora
1.ª edição
20,7 cm x 14,7 cm
64 págs. + 1 CD
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo (selado)
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Herberto Helder (1930-2015) num grande empório editorial. Mas é também o começo da despedida do poeta, que falecerá menos de um ano depois. Afortunadamente, alguém teve o bom senso de registar em suporte digital a sua magnífica voz a ler cinco destes últimos poemas, entre os quais o pungente «a última bilha de gás durou dois meses e três dias», o que só veio enriquecer esta edição.

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Servidões


HERBERTO HELDER
capa de Ilda David’

Lisboa, 2013
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
128 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

«disseram: mande um poema para a revista onde colaboram todos
e eu respondi: mando se não colaborar ninguém, porque
nada se reparte: ou se devora tudo
ou não se toca em nada,
morre-se mil vezes de uma só morte ou
uma só vez das mortes todas juntas:
só colaboro na minha morte:
e eles entenderam tudo, e pensaram: que este não colabore nunca,
que o demónio o leve, e foram-se,
e eu fiquei contente de nada e de ninguém,
e vim logo escrever este, o mais curto possível, e depressa, e
vazio poema de sentido e de endereço e
de razão deveras,
só porque sim, isto é: só porque não agora»

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A Faca Não Corta o Fogo


HERBERTO HELDER
capa da pintora Ilda David’

Lisboa, 2008
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,2 cm x 15 cm
208 págs.
subtítulo: Súmula & Inédita
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Prosseguindo a revisão da sua obra para o século XXI, o poeta republica a sua anterior síntese fina da obra completa, mas acrescida de importantes inéditos.

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Ou o Poema Contínuo


HERBERTO HELDER
capa sobre pintura de Goya

Lisboa, 2001
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,1 cm x 15,1 cm
128 págs.
subtítulo: Súmula
cartonagem editorial
exemplar como novo, pequena esfoladela na capa
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta inicia o século XXI com uma síntese fina da sua obra completa, dando-no-la a ler de novo, agora no osso da sua longa arquitectura.

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sábado, setembro 17, 2016

Da Pintvra Antigva


FRANCISCO DE HOLLANDA
coment. Joaquim de Vasconcellos

Porto, 1930
«Renascença Portuguesa»
2.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
354 págs. + 17 folhas em extra-texto
subtítulos: Livro I – Parte Theorica | Livro II – Dialogos em Roma
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do professor e ensaista Américo Cortez Pinto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco de Holanda (1517-1585) terá sido o mais importante vulto português nas artes e no pensamento do Renascimento. O tratado Da Pintura Antiga dá, precisamente, a conhecer a obra de Miguel Ângelo e do movimento artístico em Roma na segunda metade do século XVI.

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Nos Mares do Norte


CARLOS RIBEIRO
pref. Henrique Tenreiro
selec. Silva Tavares
capa de Tomaz de Mello (Tom)

s.l. [Porto], 1947
Edições Astra
1.ª edição
19,3 cm x 12,9 cm
208 págs.
subtítulo: Crónicas de uma viagem de assistência á frota bacalhoeira portuguesa na campanha de 1945
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, setembro 16, 2016

D. Carlos o Desventuroso


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1908
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Sucessor
2.ª edição
19,6 cm x 12 cm
216 págs.
subtítulo: Notas Íntimas
exemplar estimado, falhas de papel na contracapa; miolo limpo
ostenta colado no verso do ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve biografia do rei e do seu reinado, que o académico Joaquim Leitão (1875-1956) começou a redigir «dois dias depois de D. Carlos ter morrido e [terminou] doze dias depois dos funeraes. [...] como um coração em lucto se não apercebe das lagrimas que chora.»

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quinta-feira, setembro 15, 2016

Vestígios da Língua Arábica em Portugal


JOÃO DE SOUSA, frei
pref. A. Farinha de Carvalho
capa de Armando Alves

s.l. [Maia], 1981
Edição de A. Farinha de Carvalho [Gráfica Maiadouro]
1.ª edição fac-similada
21 cm x 14,4 cm
32 págs. + XX págs. + 160 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de A. Farinha de Carvalho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição do léxico etimológico «das palavras, e nomes portuguezes, que tem origem arabica, composto por ordem da Academia Real das Sciencias de Lisboa» publicado no ano de 1789, e cujo autor, frei João de Sousa (1734-1812) da Ordem Terceira de S. Francisco, tendo nascido em Damasco, foi na época eminente arabista ao serviço do Rei.

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Mar Me Quer


MIA COUTO
ilust. e grafismo de Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1997
Expo’98
1.ª edição
14 cm x 10,5 cm
88 págs.
impresso a azul
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fonte de Amores


CELESTINO GOMES
capa de Cândido Costa Pinto

Montijo, s.d. [1940]
Oficinas da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta no ante-rosto o carimbo «Gazeta do Sul | Vultos Célebres | das letras portuguesas – Concurso do Natal de 1945»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Modernos Artistas Portugueses – Carlos Aguiar


CELESTINO GOMES

s.l., 1939
Edições Momento
1.ª edição
21,3 cm x 16,6 cm
16 págs. (texto) + 16 págs. (imagens)
dois cadernos encasados sem costura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Expressão Meta-Cromática na Pintura de Eduardo Malta


CELESTINO GOMES

Lisboa, 1937
Editorial “Inquérito”
1.ª edição
21,2 cm x 16,4 cm
60 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estiamdo, discreto restauro no bordo interior da capa; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 11
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 13, 2016

Litoral – Revista Mensal de Cultura


Lisboa, Junho de 1944 a Janeiro-Fevereiro de 1945
dir. Carlos Queiroz
orientação gráfica de Bernardo Marques
6 números (colecção completa)
20,6 cm x 16,1 cm
[104 págs. + 12 págs. (publicidade, em papel couché) + 5 extra-textos impressos a rotogravura] + [116 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 6 extra-textos imp. rotog., sendo 1 desdobrável] + [132 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 3 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [124 págs. + 8 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] + [116 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [128 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 4 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] (numeração consecutiva)
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares estimados, páginas dos anunciantes nos n.º 1 e 2 manchadas de antiga humidade; miolo limpo
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE CARLOS QUEIROZ NO PRIMEIRO NÚMERO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Castelo Branco Chaves, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Diogo de Macedo, Álvaro Ribeiro, António Nobre, Vitorino Nemésio, Afonso Duarte, João de Castro Osório, Hernâni Cidade, Graciliano Ramos, Jorge de Sena, Paulo Quintela, Manuel da Silva Gaio, João Cabral do Nascimento, Branquinho da Fonseca, Tomás Kim, António José Saraiva, Sousa Viterbo, José Marinho, Sérgio Buarque de Holanda, Alberto Osório de Castro, Fidelino de Figueiredo, António Quadros, Manuel de Lima, Irene Lisboa, Ruy Cinatti, Ângelo de Lima, Sant’Anna Dionísio, José Blanc de Portugal, Pedro Homem de Melo, Jacinto do Prado Coelho, Domingos Monteiro, Merícia de Lemos, Adolfo Casais Monteiro, Alexandre O’Neill, etc. Todos os volumes são elegantemente enriquecidos com gravuras.
De notar, já, a presença literária de dois futuros surrealistas: Manuel de Lima e O’Neill.

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segunda-feira, setembro 12, 2016

Combate Desigual




FRANCISCO DE SOUSA TAVARES

Porto, 1960
Edição do Autor
1.ª edição
22 cm x 15,8 cm
204 págs.
subtítulo: Ensaios de Sociologia Portuguesa
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor (marido da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen) é aquele senhor de que bem nos lembramos, numa foto* que correu a imprensa da época, empoleirado numa guarita à porta do quartel do Carmo a incitar a multidão expectante que o poder não caísse na rua. Podemos, portanto, saber onde esteve o autor no 25 de Abril... Mas é curial sabermos onde ele estava antes. Algo em que o vertente livro basto nos esclarece, a saber:
«[...] quando se restaurou o voto, quando se fez apelo por imposição da consciência política ao princípio da soberania e da legitimidade, confundiram-se os planos, e confundindo-se as Instituições políticas duma Nação com uma obra administrativa, buscou-se o voto consagrador, o voto que fosse a legitimação do facto, o voto que mascarando a inexistência de instituições, representasse contudo a perpétua legitimação dum Regime, que a si próprio se apelidou de Revolução.
[...] O Direito natural do Homem prevalece contra o direito positivo dos homens.
Não admitimos pois que se queira defender a liberdade e a dignidade do homem pelo desenvolvimento puro e simples do processo de governo democrático da maioria absoluta, porque a democracia de raiz positivista não encontra fronteiras nem fundamento para uma permanente e total defesa dos valores humanos. [...]
Se hoje preconizamos a ressurreição do princípio hereditário da chefia do Estado é porque cremos ser ainda o princípio monárquico a melhor base para criar em Portugal uma constitucionalidade verdadeira e moderna.
Pensamos ter a Monarquia a virtualidade única de criar e manter a Unidade da Pátria por sobre a diversidade estuante do pensamento político.
A Unidade republicana é sempre uma unidade de sujeição; ela traz sempre no ventre a eventualidade dum regime de força, a suposta justificação hegeliana da vontade nacional e a exaltação dos chefes.
Dilacerada entre a divisão partidária, que rasga até ao tutano nacional, e a monotonia trágica do Estado ou do Partido Redentor, a República não pode competir intelectualmente com a clara harmonia, a elasticidade evolutiva, o simbolismo preciso e unitário, o magnífico sentido de liberdade, respeito e tolerância que a Monarquia contém. [...]»

* Foto apenas documental, não incluída no lote.

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Coordenada – Cadernos de Convívio


Porto, Outubro de 1958 e Abril de 1959
coord. Agostinho de Castro, Flávio Ferreira, Jorge Araújo, José Augusto Seabra e Carlos Porto
1.ª edição [única]
2 números (completo)
20,2 cm x 14,2 cm
2 x 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Carlos Porto e de José Augusto Seabra, a revista, na sua breve existência, à força de polícia política e intimações dos serviços de censura, ainda teve a oportunidade de dar a conhecer nomes como, entre outros, os de António Cabral, Orlando Neves, Liberto Cruz, Casimiro de Brito, Manuel Ferreira, etc. Especial destaque é de dar a duas longas entrevistas, uma por cada fascículo, no primeiro a José Régio, no segundo a Marcelo Caetano, esta última assumindo um tom áspero entre as partes.

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Em Busca do Teatro Perdido


CARLOS PORTO
capa de Isabel Laginhas
ilust. Granville
grafismo de Júlio Navarro

Lisboa, 1973
Plátano Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 14,1 cm
288 págs. + 312 págs.
subtítulo: 1958-1971
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro (1930-2008), por muitos apreciado, menos pela sua ligação à crítica teatral do que à actividade como livreiro – a ele se deve a fundação de um dos mais emblemáticos bastiões de resistência ao fascismo: a Livraria Opinião, mas já antes também as livrarias Divulgação –, reúne nestes volumes o essencial do seu gosto por uma dramaturgia brechtiana, acentuadamente militante. Artigos que, ao correr do tempo, foi deixando por jornais e revistas vigiados pelos serviços da censura, e que aqui tentavam respirar libertos dos habituais cortes.

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Poesia – I, II e III



JORGE DE SENA
capas de Escada

Lisboa, 1961-1978
Livraria Morais Editora
1.ª edição (todos os volumes)
3 volumes (completo)
20,2 cm x 15,9 cm
228 págs. + 256 págs. + 288 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto do primeiro volume
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião poética abragendo toda a produção do poeta entre 1942 e 1977.

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sexta-feira, setembro 09, 2016

Lisboa d’Outros Tempos



PINTO DE CARVALHO (TINOP)

Lisboa, 1898-1899
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
2 volumes (completo)
19,7 cm x 13,4 cm
[8 págs. + 332 págs.] + [8 págs. + 306 págs.]
subtítulos: I – Figuras e Scenas Antigas; II – Os Cafés
belíssimas encadernações homogéneas em meia-francesa com elegante gravação a ouro nas lombadas, com o selo da Oficina de Encadernação Santos & Alves
aparados, sem capas de brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse de Miguel Trancoso nos frontispícios
ostentam colado no verso das pastas anteriores o ex-libris de Fernando Morais
220,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais importante obra de memorialismo dos finais do século XIX, com especial destaque para o magnífico segundo volume, onde o olisipógrafo João Pinto Ribeiro de Carvalho (1858-1936) desenha uma Lisboa de intriga de bairro, de trica de camarins, de frivolidade, de duelos, de escândalos mundanos e pensamento colectivo posto mais nas touradas do que na leitura de um livro ou na cultura séria.

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quinta-feira, setembro 08, 2016

Roteiro em que se contem a viagem que fizeram os Portuguezes no anno de 1541, partindo da nobre cidade de Goa atee Soez, que he no fim, e stremidade do Mar Roxo. Com o sitio, e pintura de todo o syno Arabico



DOM IOAM DE CASTRO

Paris, 1833
Baudry e Theoph. Barrois o Moço, Mercadores de Livros
1.ª edição
22 cm x 13,8 cm
4 págs. + liv págs. + X págs. + 336 págs. + 2 folhas em extra-texto (retratos de D. João de Castro e de D. Estêvão da Gama) + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Tirado a luz pela primeira vez do manuscrito original, e acrescentado com o Itinerarium Maris Rubri, e o retrato do author, etc., etc. pelo Doutor Antonio Nunes de Carvalho, da cidade de Vizeu, professor de philosophia rac. e moral, e de jurisprudencia civil na Universidade de Coimbra. À custa de huma sociedade de portuguezes.
encadernação coeva em meia-francesa com gravação a ouro na lombada
aparado e carminado no corte das folhas, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação, fêsto anterior fragilizado; miolo limpo, papel sonante
valorizado pela dedicatória manuscrita na folha de protecção da guarda: «Ao Ill.mo Snr. Nuno Barboza de Figd. Offerta do Editor»
PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Relação do Novo Caminho Que Fez por Terra e Mar Vindo da Índia para Portugal no Ano de 1663


MANUEL GODINHO, padre
pref. e notas de A. Machado Guerreiro

Lisboa, 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
4.ª edição
22,1 cm x 14 cm
XXXII págs. + 298 págs.
encadernação editorial inteira em tela com elegante gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Vocabulário Ortográfico e Remissivo da Língua Portuguesa


A. R. GONÇALVES VIANA

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, 1912
Aillaud, Alves & C.ia / Francisco Alves & C.ia
[1.ª edição]
19,1 cm x 13,3 cm
652 págs.
subtítulo: Contendo cêrca de 100.000 vocábulos, conforme a ortografia oficial
encadernação da época inteira em pele com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
aparado e dourado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vocabulário em conformidade com as resoluções da Comissão da Reforma Ortográfica aprovadas superiormente em 1911, de que Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (1840-1914) foi relator.

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Apostilas aos Dicionários Portugueses


A. R. GONÇÁLVEZ VIANA

Lisboa, 1906
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª
[1.ª edição]
2 tomos (completo)
22,5 cm x 15,8 cm
[XVI págs. + 560 págs.] + [4 págs. + 600 págs.]
exemplares estimados, capas com falhas e restauros; miolo limpo, por abrir o segundo tomo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bases para a Unificação da Ortografia Que Deve Ser Adoptada nas Escolas e Publicações Oficiais


MINISTÉRIO DO INTERIOR – DIRECÇÃO GERAL DE INSTRUÇÃO SECUNDÁRIA, SUPERIOR E ESPECIAL

Lisboa, 1911
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,3 cm x 13,9 cm
52 págs.
subtítulo: Relatório da Comissão Nomeada por Portaria de 15 de Fevereiro de 1911 Novamente Revisto pelo Relator
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Chave dos Dicionários


ANTÓNIO PEIXOTO DO AMARAL

Porto, 1892
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Editores
[1.ª edição]
20,2 cm x 13,8 cm
4 págs. + IV págs. + 168 págs.
subtítulo: Por meio da qual se podem procurar tôdas as palavras nos Dicionários; e se obtem a ortografia dos vocábulos em tôdas as línguas. Segundo o plano de P. Boissière. Adaptada à índole e usos nacionais
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Considerações Sobre a Ortographia Portugueza [junto com] Colèção de Estudos e Documentos a Favor da Refórma da Ortografia em Sentido Sónico



JOZÉ BARBÓZA LEÃO *, dr. cirurjião da brigada do Ezército

Porto / Lisboa, 1875 / 1878
Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Cancela Velha) / Imprensa Nacional
1.ª edição (ambos)
[22 cm x 14,5 cm] + [22,9 cm x 14,7 cm]
72 págs. + [8 págs. + 152 págs.]
subtítulo da primeira brochura: Memoria offerecida ao Ill.mo e Exc.mo Snr. Conselheiro Antonio Rodrigues Sampaio, Ministro e Secretario d’Estado dos Negocios do Reino
exemplares estimados, ambos com restauros toscos nas capas; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A primeira brochura é uma publicação anónima [por ***] cujo autor se identifica na segunda.

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quarta-feira, setembro 07, 2016

Apontamentos de um Folhetinista


JULIO CESAR MACHADO

Porto, 1878
Typ. da Companhia Litteraria – Editora
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
320 págs.
exemplar estimado, restauros na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989), a propósito de uma outra obra de Júlio César Machado:
«[...] Tiveram grande voga os Contos ao Luar, obra na verdade significativa por um requinte estético que só viria a ser ultrapassado com Eça de Queirós, por certos diálogos que eram os melhores da literatura portuguesa depois dos de Garrett, por personagens já perfeitamente desenhadas, por uma espécie de fluir musical que transporta não só a frase mas as personagens e as cenas (fazendo pensar na ópera, para a qual Júlio César Machado versejou), enfim por uma mistura de lugares-comuns ultra-românticos e de um humorismo que parece por vezes reduzi-los a nada. [...]»

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Recordações de Paris e Londres


JULIO CESAR MACHADO

Lisboa, 1863
Editor – José Maria Correa Seabra
1.ª edição
18,1 cm x 12 cm
4 págs. + 236 págs.
exemplar estimado, restauros na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Vida em Lisboa


JULIO CESAR MACHADO

Lisboa, 1901
Parceria Anronio Maria Pereira (Livraria Editora)
2.ª edição
2 volumes (completo)
18,2 cm x 12,3 cm
200 págs. + 208 págs.
subtítulo: Romance Contemporaneo
encadernações editoriais dissemelhantes (vermelha e azul) em tela encerada com gravação a negro e ouro nas pastas e na lombada
folhas-de-guardas impressas com o catálogo da casa editora
exemplares muito estimados; miolo limpo
carimbo de posse no ante-rosto do vol. 1.º
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Júlio César Machado foi por excelência o escritor da cidade de Lisboa, aqui nascido em 1835, aqui levado ao suicídio em 1890. Puxava-o ela para as letras, a um miúdo que aos catorze anos fez o seu primeiro sucesso à volta do palco do Teatro do Salitre, para nunca mais deixar o convívio entre camarins ou camarotes, quer como autor e tradutor de peças, quer como atento observador do tráfego de ideias que ia da ribalta à escuridão das salas. Também o romance e a novela, também a biografia, também o apontamento de viagem foram por si cultivados. A sua doce capacidade de observação de usos e costumes permitia-lhe caldear no mesmo estilo literário, em que a vulgar crónica jornalística, de repente, era já um romance local de época.

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terça-feira, setembro 06, 2016

Banhos de Caldas e Aguas Mineraes


RAMALHO ORTIGÃO
pref. Julio Cesar Machado
ilust. Emílio Pimentel

Porto, 1875
Livraria Universal de Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
142 págs. + 12 folhas em extra-texto (gravuras)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, acentuado foxing nalgumas folhas, parcialmente por abrir
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1924
Parceria Antonio Maria Pereira
7.ª edição
24 cm x 17,3 cm
368 págs. + 2 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante edição de um texto originalmente publicado em 1885, agora enriquecido ilustrações.

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A Hollanda


RAMALHO ORTIGÃO

Porto, 1885
Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
24,3 cm x 18,3 cm
2 págs. + XIV págs. + 360 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
assinatura e carimbo de posse de Raul Soller na folha-de-guarda e no ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Uma Campanha Alegre


EÇA DE QUEIROZ
retrato desenhado por António Carneiro

Porto, 1933
Livraria Lello, Limitada – Editora
2.ª edição (conforme a de 1890)
2 volumes (completo)
18,3 cm x 12,1 cm
[X págs. + 426 págs. + 1 folha em extra-texto] + 312 págs.
subtítulo: Das Farpas
encadernação editorial em tela encerada com ferros a ouro e relevo seco nas pastas e nas lombadas, folhas-de-guarda impressas
exemplares em muio bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Autor na Advertência:
«[...] As paginas d’este livro são aquellas com que outr’ora concorri para as Farpas, quando Ramalho Ortigão e eu, convencidos, como o Poeta, que a tolice tem cabeça de toiro, decidimos farpear até á morte a alimaria pesada e temerosa. Quem era eu, que força ou razão superior recebera dos deuses, para assim me estabelecer na minha terra em justiceiro destruidor de monstros?... A mocidade tem d’estas esplendidas confianças; só por amar a Verdade imagina que a possue; e, magnificamente certa da sua infalibilidade, anceia por investir contra tudo o que diverge do seu ideal, e que ella portanto considera Erro, irremissivel Erro, fadado á exterminação. Assim foi que, chegando da Universidade com o meu Proudhon mal lido debaixo do braço, me apressei a gritar na cidade em que entrava – Morte á tolice! E desde então, á ilharga de Ramalho Ortigão, não cessei durante dois annos de arremessar farpas, uma após outra, para todos os lados onde suppunha entrever o escuro cachaço taurino. Não me recordo se acertava; sem duvida muitos ferros se embotaram nas lages; mas cada arremêsso era governado por um impulso puro da intelligencia ou do coração. [...]»

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segunda-feira, setembro 05, 2016

Sebastião Rodrigues: Designer [catálogo]


aa.vv.
grafismo de Robin Fior

Lisboa, 1995
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição [única]
28,2 cm x 25,2 cm
280 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artista gráfico de grande prestígio, criador de muitas das capas emblemáticas do seu tempo (concebidas com a precisão de autênticos logótipos), mas também de planos de página ainda hoje de uma limpidez e de uma eficácia mediática insuperáveis, admirado quer por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo em vida, e algo com ele aprender, quer por quem apenas vê hoje o resultado do seu bom gosto, Sebastião Rodrigues (1929-1997) tem no vertente catálogo a generosa e justa homenagem dalguns companheiros e do seu principal empregador, que foi a Fundação Calouste Gulbenkian. Dos nomes que selam aqui a sua reputação, sublinhem-se: José Cardoso Pires, o arquitecto Sena da Silva, Henrique Cayatte, Pilo da Silva, etc. Sublinhe-se também a altíssima qualidade gráfica que o seu amigo Robin Fior pôs na execução da vertente homenagem.

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