domingo, maio 22, 2016

Quarteto de Alexandria [Justine; Baltasar; Mountolive; Clea]



LAWRENCE DURRELL
trad. Daniel Gonçalves
capas de António Garcia

Lisboa, 1960 e 1961
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição (todos)
4 volumes (completo)
19 cm x 13,7 cm
276 págs. + 274 págs. + 364 págs. + 316 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto do segundo volume
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

A complexidade estilística que perpassa estes quatro livros – a sua visão amorosa do lugar: a exótica Alexandria antes e durante a Segunda Guerra Mundial como palco de uma paixão radical – originou um dos grandes falhanços cinematográficos na vida artística do realizador George Cukor, provando que a gramática dessas duas artes (a da escrita literária e a do cinema) serão por vezes concomitantes mas insobreponíveis. Em especial, mesmo para o re-contar jornalístico do conteúdo, da trama, por assim dizer, da vertente obra de Durrell, afigura-se impossível transpor para termos simplificados a metáfora metafísica que ela representa no questionamento do quê e do porquê da nossa breve passagem como seres humanos conscientes. Há que lê-la, em silêncio. As origens hindu-tibetanas deste inglês dizem tudo.
Politicamente, Durrell nunca fez segredo do seu posicionamento «conservador, reaccionário e de extrema-direita», o que o levou a não aceitar do governo inglês uma ordem honorífica.
De sublinhar, nesta edição portuguesa, as admiráveis capas do designer António Garcia.

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quinta-feira, maio 19, 2016

Os Que Arrancaram em 28 de Maio


OSCAR PAXECO

Lisboa, 1937
Editorial Império
1.ª edição
19,3 cm x 13,9 cm
224 págs. + 5 folhas em extra-texto (fotos de Salazar, Gomes da Costa, Carmona, Raul Esteves, Sinel de Cordes e Filomeno da Câmara)
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
conserva a cinta promocional de origem
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

História da implantação da ditadura que permitiu a edificação do Estado Novo, feita através de entrevistas com os protagonistas responsáveis.

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quarta-feira, maio 18, 2016

Oráculo de Napoleão


MARCOS BELO
capa de Moraes

Lisboa,
Empresa Literária Universal
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
6 págs. + 32 págs.
subtítulos: O Passado – O Presente – O Futuro | Para ser feliz no amor
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oráculo – Célebre livro dos destinos de Napoleão Bonaparte


[CLAUDIO PEREIRA, trad., ampliado e pref.]

Lisboa, 1922
Edição da Casa Alfredo David, Encadernador
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
48 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta no verso do ante-rosto o carimbo do editor Alfredo David
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Oraculo da Bruxa (Buena-Dicha)




[ANÓNIMO]

Lisboa, s. d.
Livraria Economica de Frederico Napoleão de Victoria
[1.ª edição]
20 cm x 13,3 cm
32 págs.
na capa, desenho de G. Gameiro
subtítulo: O Passado, o Presente e o Futuro Revelado pelas Mãos
exemplar muito estimado; miolo limpo
com interesse para quiromantes e outros adivinhos
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de apresentação:
«N’este pequeno vocabulario de chiromancia encontrará o leitor a maneira de conhecer, pelas linhas da palma da mão, as virtudes ou vicios, os sentimentos bons ou maus do caracter humano. [...]»
E mais adiante, uma rubrica, apenas a título de exemplo:
«[...] POESIA (gosto pela) – Mãos compridas e dedos pontagudos; o monte da Lua desenvolvido e cercado de linhas; a do Sol vê-se distinctamente; o dedo de Apollo maior que o de Jupiter. [...]»

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Livro de Paciências


CARLOS BENTO DA MAIA

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
5.ª edição
17,6 cm x 13 cm
116 págs.
exemplar estimado, com pequeno restauro no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Carlos Bento da Maia, largamente conhecido pelo seu Tratado Completo de Cozinha e de Copa, mas também pelo Tratado de Risco e Corte de Roupa, reúne aqui as muitas modalidades de entreter solitários com um baralho de cartas.
«[...] Sucede que muitas pessoas não podem ocupar-se sempre de trabalhos de maior aplicação, para não fatigarem os olhos e, por isso, têm de substituir a leitura por outro entretenimento menos fatigante. É nestas circunstâncias que têm cabimento as paciências.
Quem não conhece êste meio de distracção, não compreende que alguém possa ocupar-se com interêsse, duma simples arrumação de cartas sem vantagem alguma de natureza material, mas os que começam a ocupar-se dêle, se são inteligentes, encontram muitas vezes resultados satisfatórios dum bom golpe de vista, que os tira duma situação difícil e que, naturalmente, lhes satisfaz o espírito. [...]» (do Prefácio)

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terça-feira, maio 17, 2016

Exposição Comemorativa do Primeiro Centenário do Nascimento de Alfredo da Cunha [catálogo]


[ANÓNIMO]
capa de Celso Hermínio

Lisboa, 1963
Palácio das Galveias – Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
21,5 cm x 15,1 cm
32 págs. + 11 folhas em extra-texto + 8 págs.
exemplar como novo
todos os exemplares conhecidos apresentam emendas manuscritas nas págs. 7 e 9, relativas ao ano de falecimento do homenageado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alfredo da Cunha, que foi genro de Eduardo Coelho, um dos fundadores e mentor do Diário de Notícias, aí exerceu a carreira de jornalista e promotor de intervenções de carácter social e humanitário, que este periódico sempre apoiou. O vertente catálogo, para além de documentação fotográfica vária e efémera, consigna a respectiva bibliografia.

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Canções do Alentejo


JOÃO JOSÉ COCHOFEL, apresentação
MARIA BARROSO, leitura

Lisboa, s.d. [circa pós-1961]
Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico
[1.ª edição]
13,5 cm x 10,3 cm
44 págs. (não numeradas)
acabamento com um ponto em arame
ilustrado
reproduções fotográficas de Eduardo Nogueira
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição necessariamente clandestina, servia de texto de apoio ao sarau de Maria Barroso por altura da semana de recepção aos novos alunos. Embora o voluminho não seja datado, é de fixá-lo no período de resistência ao Estado Novo subsequente ao início da guerra colonial.

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Descoberta


JOÃO JOSÉ COCHOFEL

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
18,9 cm x 13,4 cm
4 págs. + 112 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Será para sempre um enigma, toda esta gente do neo-realismo haver publicado os seus livros numa editora que tinha Salazar como sócio, alguns dos quais proibidos, quando não os autores arrastados para a cadeia... No vertente livro, reúne e redistribui João José Cochofel (1919-1982) a sua obra de juventude, dando-lhe um corpo assim coeso e de melhor entendimento de uma poética que crescia.

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sexta-feira, maio 13, 2016

Ode à Charles Fourier



ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Aux Éditons de la Rue Fontaine
1.ª edição
28,5 cm x 17 cm
4 págs. + 52 págs.
encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
corte dourado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris do neo-realista Joaquim Pessoa
é o n.º 460 da parte da tiragem impressa sobre velino
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema escrito numa inequívoca celebração do rompimento do grupo surrealista francês com o Partido Comunista local. Fourier representa, no contexto das ideias políticas, a vanguarda do comunismo libertário.

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terça-feira, maio 10, 2016

O Correio Fiel do Amor



SEBASTIÃO JOSÉ FERREIRA

Porto, 1853
Typographia de Sebastião José Ferreira & Filho
1.ª edição (ambos)
2 tomos enc. em 1 volume
13,5 cm x 10,3 cm
[2 págs. + 1 folha em extra-texto + 80 págs.] + 80 págs.
subtítulo: [a] [...] ou Conductor de Cartas Amorosas, para Intelligencia dos verdadeiros amantes; [b] ou Nova Coleccção de Cartas a Morosas, tanto em prosa como em verso: offerecidas á mocidade de ambos os sexos
encadernação moderna em seda
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse de [César Augusto (?)] Bordalo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breves livrinhos com exemplos, «tanto em prosa como em verso», de missivas entre namorados.

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A Primeira Confessada



GERVASIO LOBATO
capa e ilust. Hypólito Colomb

Lisboa – Rio de Janeiro, 1918
Portugalia Editora
2.ª edição
19,9 cm x 13,6 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação de amador gravada a ouro na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no cabeçalho do primeiro capítulo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gervásio Lobato (1850-1905), que também escreveu peças de teatro, revela, sobretudo nos seus popularíssimos romances, um talento caricatural comparável ao de Rafael Bordalo Pinheiro.

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Lisboa em Camisa




GERVASIO LOBATO
ilust. Celso Herminio

Lisboa, 1902
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
4.ª edição (2.ª edição com ilust. Celso Hermínio)
16,8 cm x 11,5 cm
334 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação antiga modesta em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, com o selo de Júlio Augusto Ribeiro – Encadernador no verso da pasta anterior
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Dele nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990):
«[...] Um acerado espírito de observação, uma grande capacidade de construção cénica, conferem às suas comédias e farsas uma dimensão que falta à maior parte da produção teatral do género e do seu tempo. Nelas e nos romances que escreveu (Lisboa em Camisa, 1890 [...]) se faz o processo bem-humorado, mas certeiro, da pequena e média burguesia lisboeta do fim do século, captada nos seus ridículos e manias, na sua vacuidade e mesquinhez de ambições políticas e mundanas. [...]»

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Lisboa em Camisa


GERVASIO LOBATO
ilust. Pedro Guedes

Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
12.ª edição
19,1 cm x 13,8 cm
256 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Raul Lino – Exposição Retrospectiva da Sua Obra [catálogo]


DIOGO LINO PIMENTEL
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
MANUEL RIO-CARVALHO
PEDRO VIEIRA DE ALMEIDA

Lisboa, 1970
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
24 cm x 24,2 cm
4 págs. + 240 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, texto a duas colunas
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere Vieira de Almeida no seu pertinente texto:
«[...] Tinha Raul Lino 13-14 anos [nascido em 1879] quando iniciou os seus estudos de arquitectura em Honnover. [...] Na Alemanha além dos cursos que tinha de frequentar, Raul Lino trabalhou no atelier de Albrecht Haupt o que o viria a marcar profundamente não só pela formação clássica e historicista, mas até na ideia que teria do seu próprio país. Raul Lino aprende Portugal através do historiador alemão, e isso é importante na medida em que é nesse aprendizado que foram lançadas de facto as sementes que mais tarde, iriam definir a sua capacidade de entendimento e desentendimento, da época ou épocas em que viria a trabalhar. [...]»
Aos 17 anos apenas encontra-se de novo em Portugal, e, enquanto outros estariam por aquela idade a iniciar a sua formação, já Lino trabalha como projectista. Imbuído de noções muito precisas e arreigadas de equilíbrio formal e de espaço, fruto de uma época de transição arquitectónica e urbana, toda a sua vida artística surge aos nossos olhos como o terreno da conflitualidade entre esses seus valores e os imperativos, no imediato pós-Segunda Guerra Mundial, de amontoar pessoas em cidades, em casas-modelo exíguas, de desenho minimal, abstractas, “funcionais”.

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Raul Lino – O Artista e a Obra


AULO-GÉLIO SEVERINO GODINHO

Porto, 1972
Associação Portuense de Ex-Libris
1.ª edição
separata n.º 57 de Arte do Ex-Libris
27,2 cm x 20,5 cm
4 págs. + 18 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 110 de uma tiragem limitada a 200 exemplares numerados e assinados pelo Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo acerca de um aspecto da arte de Raul Lino menos conhecido dos leitores.

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Casas Portuguesas


RAÚL LINO

Lisboa, 1933
Edições de Valentim de Carvalho
1.ª edição
22,2 cm x 16,7 cm
120 págs. + XXIV estampas em extra-texto
subtítulo: Alguns Apontamentos Sobre o Arquitectar das Casas Simples
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado, sete das estampas são a cor
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da concepção habitacional salazarista, imortalizada num fado de Amália, que – é de sublinhar – também trabalhava para a empresa de Valentim de Carvalho. Embora a versão frugal da cantora se destinasse aos explorados (a célebre «alegria na pobreza» entre «quatro paredes caiadas»), o conceito aqui, apesar de rico, é o mesmo e idêntica é a finalidade integradora da população em geral.

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Casas Portuguesas


RAÚL LINO

Lisboa, 1943
Edição de Valentim de Carvalho
3.ª edição
22,5 cm x 16,7 cm
122 págs. + XXX estampas em extra-texto
subtítulo: Alguns Apontamentos Sobre o Arquitectar das Casas Simples
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior, oito das estampas são a cor (edição no todo com mais seis estampas do que a edição original)
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Auriverde Jornada



RAUL LINO

Lisboa, 1937
Edição Valentim de Carvalho
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
276 págs. + 10 extra-textos
subtítulo: Recordações de uma Viagem ao Brasil
ilustrado no texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de grande interesse para a Arquitectura. O conhecido criador do conceito de “casa portuguesa” do Estado Novo reúne aqui, não só o seu Diário da Viagem, que é repositório de apreciações turísticas mas de alguém com o olhar educado pela Estética, como as suas três longas palestras locais, motivo da sua ida ao Brasil, a saber: «Primeiras Impressões – Comunicação Lida á Academia Nacional de Belas-Artes...», «Espírito na Arquitectura» e «Casas Portuguesas no Século XVIII». São estas duas últimas uma não negligenciável lição de Arquitectura e História da Arte.

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domingo, maio 08, 2016

A Guerra e o Commercio Livre


FREDERICO FRANCISCO DE LA FIGANIÈRE

Lisboa, 1854
Typographia do Panorama
1.ª edição
20,6 cm x 13 cm
36 págs.
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frederico Francisco Stuart de Figanière e Morão (1827-1908), sobrinho do fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi diplomata, escritor, poeta, historiador, etc. D. Luís I conferiu-lhe o título de visconde e nomeou-o para o cargo de ministro plenipotenciário na Rússia. Uma das suas obras de referência é as Memórias das Rainhas de Portugal.

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Os Mitos Àcêrca da Origem das Guerras


VITORINO MAGALHÃES GODINHO

Lisboa, 1945
Cadernos da «Seara Nova»
1.ª edição
19,5 cm x 12,3 cm
60 págs.
exemplar estimado, pequenas falhas na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do professor Magalhães Godinho (1918-2011):
«[...] a guerra não estala em geral por estados de cólera colectiva: há assembléias – só de chefes ou de tôda a aristocracia – que discutem, deliberam, resolvem, e muita vez criam depois, had hoc, o tal estado de cólera colectiva. [...]»

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sábado, maio 07, 2016

Charles Aznavour


YVES SALGUES, antol. e pref.

Paris, 1964
Éditions Pierre Seghers
1.ª edição
texto em francês
16 cm x 13,5 cm
192 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cantor franco-arménio de music hall, Charles Aznavour (nasc. 1924) é uma espécie de Frank Sinatra à francesa: voz sólida, milhões de discos vendidos, casas cheias, honras e prebendas de políticos, presidentes e papas.

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sexta-feira, maio 06, 2016

Avó Não Pise o Cocó


ALFACE
capa e ilust. Pedro Proença
grafismo de João Bicker

Lisboa, 2000
Fenda Edições, Lda.
1.ª edição
18,4 cm x 12 cm
72 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excerto usado pelo editor na contracapa:
«O quarto de brinquedos fora transformado em ringue de artes marciais e era lá que a velhota aplicava grandes enxertos aos netos.»
A literatura tem por vezes destes momentos refrescantes, de salutar humor assumidamente cínico, que rebenta como um estoiro de Carnaval nas avenidas principais dos escritores-a-prémio, aliás: escritores-a-sério. De seu nome João Alfacinha da Silva (1949-2007), foi jornalista de rádio e colaborador da imprensa escrita e da televisiva – mas, no meio de tão alta gente, preferia anãs. A arte do conto e do romance também praticou, quer a solo, quer a quatro mãos com o escritor Manuel da Silva Ramos. O vertente livro insere-se na série Família Sem Mestre.
Quanto ao capista e ilustrador, Pedro Proença, a sua produção pictórica tem-se espalhado por gabinetes ministeriais, estações de metropolitano, galerias de arte, museus, etc. Ninguém melhor do que ele, com o seu estilo abonecado e truculento, teria podido satisfazer as exigências da escrita de Alface.

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As Noites Brancas do Papa Negro


MANUEL DA SILVA RAMOS
ALFACE
capa de Carmen Duarte Ferreira

Lisboa, 1982
A Regra do Jogo, Lda.
1.ª edição
21 cm x 12 cm
108 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escrita experimental em novilíngua para leitores despreocupados ou já esquecidos da alvorada do irlandês James Joyce. Trata-se também de um exercício post-moderno sobre as estruturas romanescas convencionais. Manuel da Silva Ramos (nasc. 1947), que se estreara em 1968 logo de caras com um “prémio de novelística”, Os Três Seios de Novélia, vem aqui, de par com Alfacinha da Silva (1949-2007), colocar o leitor entre a espada dessa modernidade renascida nos estultos anos oitenta e a parede do balzaquiano nacional-conservadorismo literário. Jorge Listopad (Colóquio / Letras n.º 78, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Março de 1984) terá sido, à época, o único crítico atento à natureza do objecto que se lhe apresentava. Depois de fazer uma chamada de atenção para as possíveis influências joycianas, diz-nos:
«[...] É o ritmo o que informa o sentido dos episódios apenas esboçados, obsessionalmente condenados à destruição semântica da narrativa, ao banhar essa liberdade louca e necessária (e libertinagem lato sensu) de um à-vontade incomum que teria apenas Ruben A. como competidor nas letras portuguesas. A ilusão de caos é, porém, revestida de discurso neológico-neojocoso, a que não falta, por vezes, uma certa retórica retorsa. São passagens mortas, pausas respiratórias, fragilidades rápidas. A necessidade da função fática não encontra solução. [...]»

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terça-feira, maio 03, 2016

O Ultimo Milagre de Santo Antonio


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1935
Tipografia Leitão de Anjos & C.ª, Limitada [ed. Autor]
1.ª edição
20,1 cm x 12,7 cm
XL págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, restauro na folha das págs. III-IV
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR AGOSTINHO DE CAMPOS
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, maio 02, 2016

A Peste



JOAQUIM LEITÃO

Lisboa, 1901
Livraria Central de Gomes de Carvalho – Editor
1.ª edição
18,5 cm x 12,6 cm
XVI págs. + 228 págs.
subtítulo: Aspectos moraes da Epidemia Nacional
encadernação da época (muito provavelmente editorial*) em tela encerada com gravação a seco nas pastas e a ouro na lombada
[pouco aparado, sem capas de brochura]
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de J. G. Mazziotti Salema Garção e no frontispício selo branco do mesmo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Leitão (1875-1955), escritor e historiógrafo, durante muitos anos secretário-geral da Academia das Ciências de Lisboa, com vasta obra publicada, em que são relevantes os seus dois livros acerca da queda da monarquia, D. Carlos, o Desventuroso e Os Cem Dias Funestos, mas também a monografia O Palácio de S. Bento. Uma passagem significativa da introdução de A Peste:
«[...] Os fidalgos veem-se reduzidos a não usar o titulo por não poderem pagar os direitos de mercê.
O povo vae a caminho de não poder usar a bandeira da nação por não poder pagar os juros da sua divida externa.
Como os fidalgos tambem, o povo portuguez, a quem a governação esbanjou com concubinas e tipoias de espelhos a legitima da India, do Brasil e lhe não pôde já entregar os seus vinculos d’Africa por o descuido na cobrança os ter feito caducar, – o povo, que não tem uma educação mundana a disfarçar-lhe as emoções, é logicamente, legalmente, um povo triste, que não sabe rir, que não sabe correr, que para defender-se d’algum safanão faria, como unico esforço, o que fazem as creanças doentes: tapar a cara com os braços e receber aninhadas a tapona.
Todo o homem nascido dentro de Portugal, n’este momento historico, por mais saudavel e forte que seja, jámais aprenderá como se dá uma gargalhada.
A geração do sr. Eça de Queiroz ainda conseguiu esboçar um rictus, que deu a ironia das Farpas.
A geração de Fialho d’Almeida já vinha com os dentes ferrados nos beiços, e a sua ironia já é pungente, não sorri por crevetismo, ri nas bochechas do idolo com a violencia de quem desfeiteia por odio e não por garotice.
Depois é que viemos nós, que já nem isto podemos fazer.
A Peste não teve, pois, a animal-a o brilho mundano d’uma ironia de salão, e se quizesse ser demolidora teria de seguir as crispações dos Gatos.
Mas, contra isso tudo conspirava. Os homens, que Fialho d’Almeida atacou com uma violencia e uma independencia inquebrantavel e nobre, ou porque não haja outros melhores ou porque este paiz já não tem laivos de vergonha, são ainda os mesmos que nos governam, que nos representam, e que ainda nos arruinariam, se já não nos houvessem comido tudo quanto nos legaram os avósinhos.
Isto bastava para que não fôra meu empenho nem proposito o apear heroes de opereta e jogar o pim-pam-pum alvejando bonecos a buchas de papel. Depressa me convenci de que a obra demolidora era por agora inutil. O vocabulo pamphletario desbotara-se, a sua intensidade relaxara, e ao chamar-se-lhes ladrões ou chibos, os homens já não córavam nem tremiam. O papel do escriptor revelava-se definitivamente doutrinario, e a tarefa dos demolidores desempenhar-se-hia com outras armas. A penna de fórma alguma convinha: talvez a dynamite. [...]»

* A obra foi originalmente comercializada em fascículos («pamphletos mensaes»), e já aparece, no vertente volume, nas «obras do mesmo auctor», com indicação de preço para a modalidade encadernada.

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Acerca de Florbela


RUI GUEDES
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1986
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
22,5 cm x 15 cm
240 págs.
subtítulo: Biografia. Bibliografia. Apêndices. Discografia. Índice Remissivo Geral
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem verificada pela SPA com o n.º 1.164
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como o subtítulo indica, trata-se de uma obra de recorrência no estudo da poetisa. Como ninguém se abalançou a outra que lhe fizesse sombra ou viesse desdizê-la, continua a ser incontornável para quem pretenda ir saber do lugar, do tempo e da circunstância em que surgiu a voz literária de Florbela.

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Horizontes de Cinema


ROBERTO NOBRE

Lisboa, 1971
Guimarães Editores
2.ª edição («actualizada»)
19,2 cm x 12,4 cm
224 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA VIÚVA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na contracapa diz-nos Virgílio Correia:
«Título adequado à obra, que não é narrativa, descritiva ou teorística, mas filosófica, no sentido criador e especulativo do termo, pois de filosofia de arte se ocupa. Livro duma agudeza de vistas, maleabilidade de expressões, arrojo ideológico e profundeza de conhecimentos técnicos que o tornam a mais notável contribuição até agora carreada para a história e vida da arte inspiradas pela Décima Musa, o Cinematógrafo.»

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As Minhas Aventuras pela Europa


CHARLIE CHAPLIN
trad. J. Torres de Carvalho e Arnaldo Brandeiro

Lisboa, s.d. [circa 1932]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,5 cm x 12,7 cm
256 págs.
encadernação de amador recente em tela com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, papel com acidez
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Chaplin / Charlot, «símbolo duma época, paradigma dum período histórico de mutações bruscas e violentas» (segundo António Lopes Ribeiro), época de cinema mudo em que fácil era aceitar qualquer laracha, imaginar o melhor ou o pior, visto que dos actores apenas se colhiam trejeitos e expansões musculares – nada de texto. Não por acaso, com o advento do sonoro, quando o «cinema se tornou loquaz, palrador como um papagaio» (idem), restringindo de algum modo o significado dos guiões dos realizadores, as opiniões dos espectadores começam a dividir-se, ao evidenciarem-se os posicionamentos de cada qual. Charles Chaplin (1889-1977), por ocasião de uma outra sua visita à Europa, em 1952, em que foi recebido pela rainha de Inglaterra e a quem o governo francês condecorou com a Legião de Honra, será violentamente contestado em Paris como um «chantagista emocional, voz principal da desgraça» (Serge Berna, Guy-Ernest Debord, Jean-L. Brau e Gil J. Wolman, manisfesto Basta de Pés-Chatos): «[...] Dado que te identificas com os fracos e os oprimidos, atacar-te tem sido considerado atacar os fracos e os oprimidos – mas na sombra da tua velha bengala podia já ver-se o cacetete de um polícia. [...] Não engolimos essa das “perseguições absurdas” que te pretendem mostrar como vítima, Max du Veuzit de pés chatos! [recentemente, ele fôra alvo de inquérito por parte da Comissão das Actividades Antiamericanas] [...] Vai dormir, insecto fascista. Chafurda na lama! Dedica-te à alta sociedade (gostámos muito de te ver rastejar frente à insignificante Isabel) [...]» (in Greil Marcus, Marcas de Baton, frenesi, Lisboa, 1999).

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O Sr. Alferes



AUGUSTO XAVIER DE MELLO
pref. Gervásio Lobato

Lisboa, 1893
Typographia da Papelaria Aurea
1.ª edição
18,8 cm x 13,8 cm
XVI págs. + 404 págs.
subtítulo: Costumes Alemtejanos
encadernação de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Xavier de Melo (1853-1933), primo e protegido do notável actor Vale (José António do Vale), foi actor-ensaiador, tendo iniciado a sua carreira artística no Teatro do Ginásio. O vertente livro evoca a sua vivência no Alentejo, onde viveu em jovem, apesar de ter nascido em Lisboa. (Fonte: Sousa Bastos, Carteira do Artista, Bertrand – José Bastos, 1898)

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domingo, maio 01, 2016

Oriente – Caminhos do Mundo Português


ERNESTO VÁRZEA (BALMACEDA)

Porto, 1954
[ed. Autor]
1.ª edição
16,4 cm x 10,8 cm
144 págs.
subtítulo: Impressões duma Romagem de Três Meses às Terras do Sol-Nascente
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

De Ernesto Várzea Júnior (1904-1976) sabe-se que foi director do quinzenário A Mocidade, que Raul de Matos Fernandes (in Jornais do Porto, 1896-1925, Biblioteca da Universidade de Coimbra, 1978) refere como tendo existido na referida cidade entre Dezembro de 1922 e Agosto de 1925.

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A China e os Chineses Vistos por um Português


ANTÓNIO LOPES

Lisboa, 1937
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
236 págs. + 18 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar muito estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Marco Polo


A. VIEIRA D’AREIA
capa de José Vilhena
ilust. Percy Sykes

Lisboa,
Livrolândia, Lda.
2.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
144 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Agostinho Remédios de Bettencourt Vieira de Areia (seg. Biblioteca Municipal de Santarém) ficou, sobretudo, conhecido pelas muitas adaptações de romances para português, a partir das versões originais em brasileiro, trabalho esse que pululou no catálogo da editora Livros do Brasil. O mais interessante na vertente publicação original advém do facto de a capa haver sido desenhada pelo atrevido caricaturista José Vilhena.

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China de Ontem China de Sempre


L. ESTEVES FERNANDES

Lisboa, 1948
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,3 cm x 13 cm
194 págs. + 11 folhas em extra-texto
exemplar manuseado mas aceitável, um pouco manchado na lombada; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior direito da folha de ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apontamentos históricos contemporâneos – o período em que a II Guerra Mundial alastrou ao Oriente – e de observador local assinados por um diplomata que foi nosso representante quer em Pequim, quer no Japão. Precisamente a rivalidade agressiva entre esses dois povos lhe serve de mote para nos falar de uma China por si admirada em vários aspectos – a China que, antes de ser governada por Chiang Kai Shek, já era uma civilização inspiradora da cultura portuguesa, como é o caso da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.

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Clepsydra


CAMILLO PESSANHA

Lisboa, 1920
Edições Lusitania
1.ª edição
20 cm x 12,9 cm
78 págs. [não numeradas]
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado, capa suja; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
rara peça de colecção quando em brochura
820,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o nosso mais requintado poeta simbolista. Tanto esta como as subsequentes edições desta obra estiveram a cargo de João de Castro Osório. Pode mesmo afirmar-se que Pessanha nem terá alguma vez exercido qualquer vigilância sobre o acto editorial, distante que se encontrava lá em Macau, lá no seu ópio.
Leiam-se, a título de exemplo, duas estâncias:
«Quando voltei encontrei os meus passos
Ainda frescos sobre a humida areia,
A fugitiva hora, reevoqueia,
– Tão redíviva! nos meus olhos baços...
[...]
Toda essa extensa pista – para quê?
Se ha-de vir apagar-vos a maré,
Como as do novo rasto que começa...»

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Clépsidra


CAMILO PESSANHA
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1956
Edições Ática
2.ª edição [(nesta editora) é de facto a 3.ª edição]
19,8 cm x 14,4 cm
132 págs.
capa impressa a duas cores directas e relevo seco
miolo impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Clepsydra



CAMILO PESSANHA
fixação do texto e posf. António Barahona

Lisboa, 2003
Assírio & Alvim
s.i.
20,1 cm x 13,7 cm
224 págs.
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA IMPORTANTE DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO POETA ANTÓNIO BARAHONA: «[...] ESTA CLEPSYDRA QUE SE PRETENDE NE VARIETUR [...]»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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