segunda-feira, novembro 30, 2015

Historia | de | Portugal | Restaurado



D. LUIZ DE MENEZES, Conde da Ericeira

Lisboa, 1751 e 1759
Na Offic. de Domingos Rodrigues [I], Na Officina de Antonio Vicente da Silva [II], Na Officina de Joseph Filippe [III] e Na Offic. de Ignacio Nogueira Xisto [IV]
3.ª edição
4 tomos (completo)
21,2 cm x 16 cm
[12 págs. (não num.) + 494 págs. (salto na num. da pág. 256 para a pág. 267, sem falta de texto] + [8 págs. (não num.) + 568 págs.] + [8 págs. (não num.) + 520 págs. (cadernos trocados entre as págs. 100 e 109, sem falta de texto; salto na num. da pág. 416 para a pág. 467, sem falta de texto] + [8 págs. (não num.) + 608 págs.]
subtítulo: [...] em que se dá noticia das mais gloriosas | acções affim politicas, como militares, que obráraõ os Portu- | guezes na reftauraçaõ de Portugal, defde o primeiro de De- | zembro de 1640, até ao principio do anno de 1643
encadernações coevas inteiras em pele, lombadas com nervuras e gravação a ouro nas casas e nos rótulos
pouco aparados, corte carminado no tomo III que apresenta encadernação dissemelhante
exemplares muito estimados; miolo limpo, papel sonante
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
550,00 eur (IVA e portes incluídos)

«D. Luis de Menezes, terceiro Conde da Ericeira, Commendador da Ordem de Christo, General d’Artilheria, e Veador da Fazenda no reinado d’elrei D. Pedro II, cujo partido seguíra nas discordias e intrigas palacianas, que originaram a deposição de D. Affonso VI. Nasceu em Lisboa a 22 de Julho de 1632. Suicidou-se, precipitando-se de uma das janellas que cahiam para o jardim do seu palacio, em 26 de Maio de 1690. A sua paixão pelas artes fabris e industriaes, e o impulso que deu á introducção d’ellas n’este reino, valeram-lhe a denominação de Colbert portuguez. Muitos o confundiram erradamente com seu filho, o conde do mesmo titulo D. Francisco Xavier de Menezes [...].
Comprehende esta Historia a narração de todos os successos militares e politicos occorridos em Portugal desde a restauração de 1640 até ao anno de 1668, em que se celebraram as pazes com Castella. É escripta com clareza e gravidade de locução, posto que alguns criticos mais rigoristas lhe não concedam perfeita e constante pureza da linguagem. Seu auctor é tido como classico de segunda ordem, mas primeiro no que diz respeito aos termos e vozes facultativas e proprias da milicia. Ha quem o taxe de miudo em demasia nas suas narrativas: e na parte em que tracta de D. Affonso VI pésa sobre elle a nota de suspeição, por ser, como fica dito, da parcialidade contraria. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860)

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telemóvel: 919 746 089


D. João Quarto, ou A Independencia de Portugal



JOÃO JOSÉ FERREIRA SIMÕES DE MOLE

Coimbra, 1842
Imprensa de Trovão, & Companhia
1.ª edição
21 cm x 14 cm
84 págs.
subtítulo: Drama original historico em verso heroico
exemplar com falhas de papel na capa, apenas estabilizado na lombada; miolo limpo e fresco
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, na incerteza de Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), terá sido professor de latim em Pombal, e mais nenhuma obra literária se lhe conhece para além do vertente poema dramático inspirado nos feitos históricos de 1640.

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Obras | Politicas | Moraes, e Metricas




FRANCISCO RODRIGUES LOBO

Lisboa Oriental, 1723
Na Officina Ferreyriana
«ultima impreffaõ novamente correctas, & poftas por ordem» [1.ª edição conjunta]
30,5 cm x 21,8 cm
6 págs. + 724 págs.
encadernação coeva inteira em pele com gravação a ouro na lombada
vestígios de corte carminado
folhas-de-guarda recentes
exemplar estimado; miolo limpo, pequenas faltas marginais no papel do frontispício e das págs. 551-552 e 723-724 afectando o texto
ocasionais assinaturas de posse antigas
PEÇA DE COLECÇÃO
1.000,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui «Corte na Aldea e Noytes de Inverno», «Primavera – Valles, e Montes, Enire, o Lis, e Lena», «A Primavera – Campos do Mondego», «Primavera – Prayas do Tejo», «O Pastor Peregrino – Segunda parte de fua Primavera», «O Desenganado – III. parte da sua Primavera», «O Condestabre de Portugal D. Nuno Alvares Pereyra», «Eglogas – Discurso sobre a vida, e estylo dos pastores», «La Jornada que la Magestad Catholica Delrey Dom Felippe III. hizo a Portugal» e «Romances».

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Côrte na Aldeia e Noites de Inverno


FRANCISCO RODRIGUES LÔBO
pref. e notas de Afonso Lopes Vieira

Lisboa, 1945
Livraria Sá da Costa – Editora
1.ª edição [na vertente modalidade]
25 cm x 16,3 cm
XXVI págs. + 2 págs. (cortina) + 336 págs.
impresso sobre papel superior Leorne da Companhia do Papel do Prado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 32 da tiragem especial de 100 exemplares assinados por Afonso Lopes Vieira
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra originalmente publicada em 1619 pelo impressor Pedro Crasbeeck, numa época em que Portugal não passava de uma colónia de Espanha, e que «nem côrte havia, a não ser aquela meio secreta de Vila-Viçosa, de cujos senhores os patriotas nacionais não tiravam os olhos» (diz-nos Lopes Vieira), tomava o modelo literário e de moralidade colhidos em O Cortesão de Castiglione.

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Lisboa Seiscentista



FERNANDO CASTELO-BRANCO

Lisboa, 1969
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
3.ª edição (revista e aumentada)
21,2 cm x 15,2 cm
444 págs. + 50 págs. em extra-texto + 4 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brilhante tentativa de reconstituição panorâmica da cidade e do modo de viver dos lisboetas no século XVII, da autoria do filho do, igualmente notável, escritor Castelo-Branco Chaves.

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sexta-feira, novembro 27, 2015

Almanak do Borda Leça




RAPHAEL CARLOS PEREIRA DE SOUSA

Porto, 1895, 1897, 1900, 1901, 1903, 1904, 1905, 1906, 1908, 1909 e 1911
Imprensa Popular [até 1906]
Bazar Feniano de António da Silva Santos [após 1908]
1.ª edição (todos)
lote de 11 folhetos
16,2 cm x 12 cm
11 x 16 págs.
acabamento tosco no corte e no cosido à linha
exemplares estimados, apesar do papel envelhecido; miolo limpo, excepto o de 1901 que apresenta ocasionais apontamentos do proprietário coevo
o exemplar de 1895 foi furado à cabeça muito provavelmente para ser afixado em lugar visível
discretos carimbos de posse nos exemplares de 1909 e 1911
peça de colecção
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com início de publicação em 1840, a sua vocação temática é religiosa, rural e agrícola.

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Almanach Illustrado do Occidente para 1900




Lisboa, 1900
Empresa do Occidente / Typ. de A. E. Barata
1.ª edição
26,7 cm x 19,8 cm
80 págs.
profusamente ilustrado
exemplar envelhecido mas aceitável dada a sua raridade, capa, contracapa e lombada com cuidadosos restauros; miolo limpo
peça de colecção
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Os almanaques representam, através dos tempos, desde o pioneiro Abraão Zacuto (1496), o modo como o homem culto dispõe para utilidade e memória a sucessão do tempo em quadros e tabelas de efeméride sasonal, mensal e diária. O vertente, edição da revista de referência O Occidente (1878-1915), já estende o seu âmbito à história política e literária da época, assim como nos dá testemunho do comércio e indústria nascentes, através de páginas de anunciantes.

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Almanak Ecclesiasticum [...] Anno Domini 1896 bissexto



JOANNIS MARIÆ PINTO A GAMA, opera et studio

Conimbricae, 1896
Ex Typis Academicis
1.ª edição
16,3 cm x 12 cm
80 págs. + 16 págs.
subtítulo: Novissimam authenticam editionem breviarii, et missalis romano-lusitani accommodatum ad servitium divinum rite persolvendum juxta breviarum, missaleque romanum, atque indulta specialia, resolutionesque S. R. C. necnon et emmi. ac rdmi. præsulis hujus Archi-Diœcesis Patriarchalis Olisiponensis
elegante encadernação da época inteira em pele gravada a ouro em ambas as pastas
exemplar muito estimado; miolo fresco, com ocasionais apontamentos nas margens em caligrafia antiga
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Almanak Ferin para 1905



Lisboa, s.d. [1904]
Typographia da Livraria Ferin
1.ª edição
13,1 cm x 9,5 cm
XVIII págs. + 10 págs. + 492 págs. + 4 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: 9.º anno de publicação
ilustrado
encadernação editorial inteira em pele com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior
exemplar muito estimado; miolo limpo
todas as reproduções fotográficas conservam o vegetal protector
assinatura de posse do historiador Isaías da Rosa Pereira
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Particular atenção para o carácter de documento oficial e para a componente temática nobre deste voluminho e reproduções de retratos de figuras da sua esfera, nomeadamente a duquesa de Palmela, a marquesa de Rio Maior, José Luciano de Castro e Hintze Ribeiro. De igual modo, são dignos de reparo os capítulos com os titulares e pares do reino de Portugal (e seus brasões), e a detalhada composição das secretarias de Estado e ministérios.

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Almanak Popular para 1850



FILIPPE FOLQUE
J. H. FRADESSO DA SILVEIRA
[?] F. FERREIRA D’ALMEIDA

Lisboa, 1849 (segundo ano)
Imprensa Nacional
1.ª edição
17 cm x 11,6 cm
164 págs.
subtítulo: Contendo além do que se acha geralmente nas folhinhas muitos artigos de sciencia popular, litteratura, statistica, conhecimentos uteis, variedades, poesia, musica, etc. illustrados com gravuras executadas por artistas portuguezes
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além dos referidos autores, pudemos identificar colaboração de Lopes de Mendonça, com o «romance» O Engeitado, e A. Lima com o poema Ao Anno Velho. Isto na parte propriamente literária, porque na de erudição científica são de relevar as páginas finais concernentes à estatística, e a respectiva chamada de atenção, por parte dos autores do almanaque, para essa ciência ainda embrionária em Portugal (e ainda não determinante de erróneas conclusões tendentes a esquecer a importância do indivíduo no seio das massas): «A estadistica é duplicadamente util n’um paiz cujos recursos são tão pouco conhecidos e apreciados [...]. Esperâmos que os nossos esforços concorram para que se dê d’ora em diante mais attenção a um ramo tão importante dos conhecimentos humanos – como é a estadistica [...]»

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Almanaque das Aldeias para 1931



LUÍS GAMA, org.

Porto, 1930 (vigésimo primeiro ano)
Gazeta das Aldeias
1.ª edição
15,5 cm x 11,4 cm
288 págs. + CIV págs.
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Seguem as efemérides e os artigos de sabedoria geral – entre os quais avultam os «Tremores dos Leitões» (veterinária) e «A Minha Aldeia» (serras vs. cidades), este de José Rangel Pamplona – uma «secção recreativa» de «versos, anedoctas, notas históricas e biográficas, curiosidades, charadas e enigmas» que antologia colaboração de, por exemplo, Guilherme de Faria, Fernando de Pamplona, Gonçalves Crespo, etc.

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Le Livre des Patiences



MADAME DE F***

Paris, 1850
Chez Martinon / Dentu et Garnier
7.ª edição
14,6 cm x 9,6 cm
108 págs.
encadernação coeva em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O simpático «Avertissement» à obra diz tudo:
«Ce petit ouvrage est destiné et dédié comme délassement aux personnes occupées, et comme occupation aux personnes qui n’ont rien à faire.»

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Nouveau Manuel Complet des Jeux de Société



CELNART, madame

Paris, 1867
Librairie Encyclopédique de Roret
«nouvelle édition, entièrement refondue et augmentée de plusieurs jeux»
14,7 cm x 9,5 cm
4 págs. + IV págs. + 320 págs.
subtítulo: Contenant les rondes enfantines, les jeux de jardins et d’appartement[,] les jeux de salon[,] les pénitences appropriées a ces jeux et généralement tous les jeux qui conviennent aux jeunes gens et aux jeunes filles, ou qui s’exécutent dans les réunions intimes
encadernação antiga em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Élisabeth-Félicie Bayle-Mouillard (1796-1865), ou somente Élisabeth Celnart, ou ainda Ellis Canard, foi autora prolífica de obras de moralidade para as jovens do seu tempo, assim como de manuais de economia doméstica, livros de receitas, tratados de perfumaria, etc.

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quinta-feira, novembro 26, 2015

Acasos da Fortuna ou Livro de Sortes Divertidas



A. A. DE AMARAL

Lisboa, 1866
Imprensa de F. X. de Sousa & Filho
1.ª edição
11,7 cm x 9,5 cm
4 págs. + 156 págs.
subtítulo: Em que por virtude de dois dados, vem cada um no conhecimento do estado, riqueza, heranças, amizades, fortunas, etc. que terá; e outras muitas e galantes Sortes. E um novo methodo de fazer mais de mil decimas unicamente com o trabalho de lançar os dois dados. Um tratado das Sinas ou dos effeitos e prognostico dos doze signos do anno
encadernação coeva em meia-inglesa com muito elegante gravação a ouro na lombada
não aparado
sem capas [?] de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, novembro 24, 2015

Manuel de Bridge


DUMMY, princesa

Paris, s.d. [circa 1900]
3.º milhar
Ernest Flammarion, Éditeur
16,3 cm x 11 cm
8 págs. + 112 págs.
profusamente ilustrado a duas cores
impresso sobre papel superior (meia-cartolina)
encadernação editorial inteira em pele com ferros a ouro na pasta da frente e na lombada; folhas-de-guarda em papel de fantasia com elegantes florões; cantos arredondados; carminado dos três lados
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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The Beasley Contract Bridge System


H. M. BEASLEY, tenente-coronel

Londres, 1935
Daily Mail – Associated Newspapers Ltd.
1.ª edição
19 cm x 13 cm
128 págs.
subtítulo: Bridge Correspondent of the Daily Mail
encadernação editorial em tela encerada e impressa
miolo impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, apenas com sinais de acção continuada da luz na lombada; nota-se no canto superior direito do frontispício a tentativa de fazer desaparecer, provavelmente, uma assinatura de posse
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Aperturas Poco Conocidas


JULIO GANZO

Madrid, 1958
Ricardo Aguilera
[s. i.]
16,1 cm x 11,2 cm
128 págs.
exemplar muito estimado
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A título de exemplo:
«DEFENSA BUDAPEST
1. P4D — C3AR
2. P4AD — P4R
En realidad, no se trata de una defensa, sino de un contragambito, y como tal encierra el espíritu azaroso de esta clase de planteos.
Los maestros húngaros Abonyi, Baratz y Breyer la idearon y analizaron en 1917, y años más tarde, en 1928, el maestro de Leipzig, Fajarowitch, incrementó el caudal teórico con su valiosa aportación 3. ...., C5R (después de 3. P x P), que ofrece interesantes chances al bando negro.
Los objetivos principales de esta Defensa son: evitar la tensión de los Peones centrales, que el blanco mantiene ventajosamente en el Gambito de Dama; desorganizar el centro blanco, y proyectar un rápido contraataque para adueñarse de la iniciativa. [...]»

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segunda-feira, novembro 23, 2015

Lendas da Nossa Terra


GENTIL MARQUES
ilust. Luís de Campos

Lisboa, 1955
Editorial Lavores
1.ª edição
23,2 cm x 16,7 cm
252 págs.
ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gentil Esteveira Marques (1918-1991), o Estado Novo lhe ficou a dever a realização do filme-documentário de propaganda à Exposição do Mundo Português, mas, para além da sua longa presença na rádio com programas como Festa Brava, será este conjunto de lendas nacionais a obra que o notabilizou. Amigo do neo-realista Leão Penedo, com ele co-redigiu noveletas policiárias, que a editora de Romano Torres deu à estampa. Aliás, é nesta editora que mais constantemente se encontra a sua vasta obra literária, também como tradutor, prefaciador e coordenador de colecções.

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domingo, novembro 22, 2015

O Burro Atravez dos Seculos [junto com] Perfis Burlescos appensos ao Burro



AUGUSTO JOLTROIS
trad. F. Guimarães Fonseca

Lisboa, 1875
Edição de A. M. Baptista Tavares / Typographia Central
1.ª edição
2 livros enc. em 1 volume
20 cm x 13,7 cm
[146 págs. + X págs.] + 76 págs.
encadernação modesta de amador com lombada em pele e gravação a ouro em que figuram as iniciais (J.O.B.M.) de um dos antigos proprietários, J. O. Bandeira Monteiro
pouco aparados
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse do antigo proprietário no frontispício e ex-libris de Franco Ramos colado na primeira folha-de-guarda
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Auguste Joltrois (nasc. 1816) foi autor de comédias francês de época, tendo sido o vertente texto – Les Coups de Pied de l’Âne – publicado em 1862.
Francisco Fernandes de Guimarães Fonseca, autor de, por exemplo, A Literatura Ramalhuda – a propósito dos srs. Castilho e Ramalho Ortigão, que é um dos folhetos intervenientes na polémica conhecida como do Bom Senso e Bom Gosto, para além da tradução, acrescenta de sua lavra ao texto de Joltrois um magnífico longo naco de sátira crítica e literária. A parte intitulada Perfis Burlescos é seguramente um dos mais interessantes “retratos” da sociedade culta lisboeta de então, onde nem sequer falta a sua opinião feroz acerca dos editores:
«Os editores de Lisboa são, á parte honrosas excepções, pouco mais ou menos, como os editores de Castro Laboeiro, ou das Alturas de Barroso.
São assim lanzudos, pesados, analphabetos, e d’uma selvageria grutesca.
Já sabem que fallo dos editores de livros, e não dos editores de iscas, ou de pescadinhas fritas, ou de outras coisas mais uteis, que certos livros. [...]»

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A Expulsão dos Vendilhões



LUIS BASTOS GONÇALVES
capa e ilust. Alonso

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Central, Editora – H. E. Gomes de Carvalho
1.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
82 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel de gramagem superior
elegante encadernação em meia-francesa com cantos em pele, lombada com gravação a ouro e filetes em ouro nos remates da pele
ligeiramente aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação, pequenas esfoladelas nos cantos da pasta anterior; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas de exortação à República, num momento em que os seus mentores e o povo em geral, derrotados pela ditadura militar, eram vistos por Bastos Gonçalves numa atitude apática merecedora de um abanão atempado. De «A Nau “Portugal”» e de «Tirano!...»:
«[...] Toda a completa equipagem
adormeceu, com delícia,
pensando em toda a carícia
da sua antiga viagem!
E o fado da Tradição
quasi os obriga a sonhar
que de novo vão entrar
no porto da Salvação!

Mas cautela, ó sonhadores,
acordai que é tempo ainda,
não se perca Nau tão linda,
remai certo, remadores! [...]»

«[...] [Tirano!...] Põe a canga no dorso a êsse grande bruto,
essa bêsta de carga, o povo irresoluto,
que fazes caminhar à força de metralha
e, empregando um processo irreverente e astuto,
proíbe de pensar ao Homem, que trabalha... [...]

Levanta uma fogueira, em cada praça pública,
e põe a assar, na grêlha,
para dares o ensino aos teus concidadãos,
tudo quanto recorda as formas da Republica,
dêsde a Rússia Vermelha
à Bíblia dos cristãos!»

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quarta-feira, novembro 18, 2015

Apontamentos para a Historia Diplomatica Contemporanea [junto com] Introdução aos Apontamentos para a Historia Diplomatica Contemporanea




ANTONIO VIANNA

Lisboa, 1901 (vol. I), 1922 (Introd.) e 1907 (vol. II)
Livraria Ferin
1.ª edição (todos os volumes)
3 volumes
18,9 cm x 12,5 cm
184 págs. (Introd.) + 384 págs. (vol. I) + 548 págs. (vol. II)
subtítulos: 1789-1815 (Introd.); A Revolução de 1820 e o Congresso de Verona (vol. I); A Emancipação do Brazil (vol. II)
encadernações homegéneas em meia-inglesa com cantos em pele, lombadas com gravação a ouro
aparados somente à cabeça
conservam todas as capas e contracapas de brochura
exemplares estimados, encadernações gastas; miolo limpo e em bom estado de conservação
115,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com falta do volume A Carta e a Reacção publicado apenas em 1958, é, todavia, um incontornável instrumento de trabalho para a compreensão dalgumas menos óbvias decisões políticas nacionais.

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Memórias da Vida Diplomática


ALBERTO D’OLIVEIRA

Paris – Lisboa, 1926
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição
23,3 cm x 15,5 cm
432 págs. + 7 folhas em extra-texto
subtítulo: Portugal na Conferência de Haia em 1907 – Algumas vistas da Suíça – Portugal na América Ibérica
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
pequeno rótulo de posse colado no canto superior direito do ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto de Oliveira (1873-1940) foi diplomata e poeta, companheiro de António Nobre na juventude, com quem dirigiu a revista Boémia Nova, tendo vindo a dirigir, mais tarde, o jornal monárquico e integralista Acção Nacional.

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Vinte e Oito Mezes no Ministerio dos Negocios Estrangeiros


BETTENCOUT-RODRIGUES

Lisboa, 1929
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
280 págs.
subtítulo: De 12 de Julho de 1926 a 9 de Novembro de 1928
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do médico António Maria Bettencourt-Rodrigues (1854-1933), que foi ministro dos Negócios Etrangeiros durante a ditadura militar de Óscar Carmona.

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Textos em Aljamia Portuguesa


DAVID LOPES

Lisboa, 1940
Imprensa Nacional
«nova edição inteiramente refundida»
22,8 cm x 16,3 cm
284 págs. + 3 folhas em extra-texto
subtítulo: Estudo Filológico e Histórico
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado, sinais de antiga fita gomada na capa; miolo limpo, por abrir
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A AGOSTINHO DE CAMPOS
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura do arabista David Lopes (1867-1942):
«[...] êsses textos são principalmente do caudilho mouro Bentafuf, fizemo-los seguir de todos os documentos de arquivo dêle ou a êle relativos. [...]
[...] algumas páginas consagradas a Bentafuf e à zona de Mouros de pazes que êle ajudou a criar em volta de Safim. Para êsse estudo êstes textos são uma boa contribuïção e por isso fomos levados a utilizá-los nesse sentido, tanto mais que a acção desenvolvida pelo valente alcaide mouro é uma página brilhante da ocupação portuguesa em Marrocos. [...]»
Livro publicado inicialmente, numa forma mais reduzida, em 1897, por altura do quarto centenário do descobrimento da Índia, o período histórico referido reporta-se aproximadamente aos anos decorrentes de 1508 a 1518.

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Omar Ben Hafsún


FIDEL FERNÁNDEZ

Barcelona, 1942
Editorial Juventud, S. A.
1.ª edição
texto em castelhano
22 cm x 15,3 cm
272 págs.
subtítulo: Un Reino Cristiano Andaluz en Pleno Imperio Islámico Español – 854-9l7
cartonagem editorial com falta da sobrecapa cuja portada se encontra colada na primeira folha-de-guarda
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do próprio Fidel Fernández (1890-1942):
«[...] Omar Ben Hafsún es uno de los personajes más interesantes de nuestra historia. Atrae lo accidentado y novelesco de su vida, tan llena de vicisitudes; cautivan sus condiciones de guerrero hábil en las acometidas, fuerte en la defensa, burlón en los tratos, altivo en sus relaciones con los califas musulmanes; asombran sus dotes de organizador, su habilidad para aprovecharse de las flaquezas del enemigo, y las envidiables condiciones que le permitieron sostener durante treinta años un reino cristiano andaluz junto a la capital del poderoso imperio islámico español.
La historia de este personaje tiene un carácter romántico que le presta extraordinario interés. No es un jefe de Estado hecho a nuestra medida, como sus contemporáneos los reyes de Castilla y de Aragón. Vivió en otro ambiente y en otro mundo que desconcierta nuestras normas espirituales. No es del todo moro ni del todo cristiano. No es un caballero, pero tampoco un bandido. Unas veces pelea como valiente y otras engaña como rufián. Tan pronto se llama Omar como Samuel. Es, en fin, el modelo de esos aventureros que han constituído, en toda ocasión y en todo tiempo, el tipo castizamente español del guerrillero. [...]»

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La Redención de las Provincias y la Decencia Nacional


JOSÉ ORTEGA Y GASSET

Madrid, 1931
Revista de Occidente
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
224 págs.
subtítulo: Artículos de 1927 y 1930
exemplar manuseado mas aceitável, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO POETA ANTÓNIO BOTTO AO POETA ALBERTO [DE SERPA]
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, segundo o prólogo, de uma «[...] serie de artículos escritos y publicados cuando con más brío dictaba la primera Dictadura [...] El español de esta hora, sin exceptuar al más culto [...] vive de un sistema de ideas políticas demasiado extemporáneas. De los monárquicos no hay que decir; pero de los republicanos hay que decirlo. Sobre todo, urge intentar lo que de verdad no se ha intentado nunca: extraer de los hechos españoles, en lo que tienen de más peculiares, su logaritmo político. No se puede vivir de fórmulas pensadas para otras naciones. [...]» Pelo que Ortega y Gasset (1883-1955) pensa «[...] dibujar un sistema completo de nuevas instituciones que diesen a la nación española otra anatomía más conforme acaso con la verdadera y hoy subterránea, a un tiempo más antiguo y más futuro. [...]»

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segunda-feira, novembro 16, 2015

A Defeza de Portugal


ALFREDO PEREIRA TAVEIRA, coronel

Lisboa, 1906
Typ. da Cooperativa Militar
2.ª edição («revista e augmentada»)
24 cm x 16,4 cm
420 págs. + XX págs.
título integral: Summario Historico sobre a defeza de Portugal considerada sob o ponto de vista da preparação da guerra – Primeira parte (1640-1815)
exemplar envelhecido, capa com restauros marginais; miolo limpo, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas da primeira parte desta importante história de Portugal militar.

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No Tempo dos Francezes


FRANCISCO DA FONSECA BENEVIDES

Lisboa, 1908
Typographia «A Editora»
3.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
330 págs. + 8 folhas em extra-texto (gravuras)
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, novembro 15, 2015

[Carta a Aubrey FitzGerald Bell]




EUGENIO CARRÉ ALDAO

Coruña, 20 de Janeiro de 1917
28 cm x 23,8 cm
1 folha timbrada «Real Academia Gallega» manuscrita retro e verso
exemplar muito estimado e limpo
acondicionada dentro de bolsa transparente numa elegante pasta de cartolina com laçada em seda
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carta a propósito de troca de impressões acerca da poesia trovadoresca galega e da portuguesa, que o escritor, livreiro e académico Eugenio Carré (1859-1932) se congratula por ver fundidas numa mesma obra antológica, projectada pelo ensaísta Aubrey Bell (1881-1950). Uma passagem:
«[...] Mucho celebro q. en su Historia de Lit.ª Portuguesa, incluya U. la gallega pues ambas son hermanas y se completan [...].»

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Esclarecer o Eleitor: Inquérito aos Partidos Políticos


aa.vv.

Lisboa, s.d. [1975]
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
2.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
348 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Questionários dirigidos a todas as organizações políticas então candidatas às eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 (as primeiras após a queda da ditadura), «tendo em vista o esclarecimento do eleitorado» para além da simples leitura das «soluções genéricas – por vezes algo abstractas e ambíguas –, contidas nos princípios programáticos de determinados movimentos e partidos políticos». Tiveram eles como autores Francisco Pereira de Moura, António Proença Varão, António Borges Coelho, Avelino Rodrigues, Daniel Sampaio e Carlos Caldeira, que, com o apoio de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Sottomayor Cardia, Vilaverde Cabral e do próprio editor Ribeiro de Mello, versaram matérias como a religião, a saúde, o desenvolvimento económico, a instrução, a cultura, o governo do Estado e, obviamente, a política ou políticas daí decorrentes. Houve quem não respondesse... o que, «com a maior perplexidade democrática», o editor lamenta em nota de abertura.

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Devagar




Lisboa, Março de 1989 a Julho de 1995
dir. António Ferreira
1.ª edição [única]
5 números (completo)
24 cm x 17 cm
48 págs. + 56 págs. + 64 págs. + 96 págs. + 56 págs.
ilustrados
capas impressas no verso
o primeiro número tem acabamento com dois pontos em arame
exemplares como novos
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz afecto à Internacional Situacionista, não mencionada no artigo de referência «Realizar a Poesia – Guy Debord e a Revolução de Abril», da arqueóloga Maria de Magalhães Ramalho (in Flauta de Luz, n.º 3, Vargem – Portalegre, Outubro de 2015), apesar de a autora ter conhecimento do livro A Queda do Fascismo, também de António Ferreira.

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Refúgio


BERNARDO DE PASSOS
pref. Fidelino de Figueiredo
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1936
s.e.
1.ª edição
19,6 cm x 13,3 cm
184 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
com uma extensa dedicatória do escritor Ludovico de Menezes esclarecedora da circunstância em que circularam os exemplares deste livro póstumo de De Passos
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Refúgio


BERNARDO DE PASSOS
pref. Fidelino de Figueiredo
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1936
s.e.
1.ª edição
19,6 cm x 13,3 cm
184 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o prefaciador, filósofo e amigo íntimo do poeta republicano, o lirismo regionalista de Passos – que atinge neste livro póstumo o pico do despojamento (à maneira de João de Deus) – «[...] Refúgio é, seguramente, o mais característico e o mais belo dos seus livros. Aquela litania em favor das feias reflecte bem a sua imaginação bondosa, por tôda a parte rebuscando um sofrimento para o dourar de inesperados prestígios; e as poesias de simpatia social, de solidariedade com a servidão dos trabalhadores, revelam as inquietações do seu sentido da justiça. [...]»

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A Árvore e o Ninho


BERNARDO DE PASSOS
capa e ilust. Roberto Nobre

Lisboa, 1931
Casa do Algarve
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
56 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Conto para as creanças
profusamente ilustrado a duas cores no corpo do texto
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
longa dedicatória de posse no ante-rosto
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Bernardo de Passos (São Brás de Alportel, 1876 – Faro, 1930), embora estilisticamente antiquado, legou-nos alguns dos mais doces versos algarvios.

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