sexta-feira, fevereiro 23, 2018

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
livros usados
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pagamentos por PayPal, transferência bancária ou contra-reembolso

* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Poetas d’Hontem



BRANCA DE GONTA COLAÇO

Lisboa, 1915 [aliás, 1916]
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
25,7 cm x 19,6 cm
88 págs.
subtítulo: Conferencia realisada na sede da Liga Naval, na tarde de 22 de maio de 1914
impresso luxuosamente a três cores directas sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 332 de uma tiragem especial de 525 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA A D. VICENTE DA CÂMARA (RIBEIRA GRANDE)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memorias da Marqueza de Rio Maior



[MARIA DE SAINT-LÉGER, marquesa de Rio Maior Bemposta-Subserra]
Branca de Gonta Colaço [pref. e notas]

Lisboa, 1930
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
23,5 cm x 16,7 cm
XVI págs. + 238 págs. + 2 págs. + 34 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação modesta da época em meia-inglesa de pergaminho e papel de fantasia autenticada com o selo de Jaime M. Alves, rótulo de pele na lombada gravado a ouro
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filha do político oitocentista Tomás Ribeiro, Branca Eva de Gonta Syder Ribeiro Colaço fez-se notar, na sua época, sobretudo pelos seus dotes de poetisa e dramaturga. Inúmera colaboração em periódicos lhe é conhecida, com especial relevo para O Thalassa, jornal humorístico anti-republicano. Surge-nos aqui ela como promotora do manuscrito de Memórias pessoais deixado pela falecida marquesa, cujo interesse reside no facto de a mesma haver sido nobre protagonista e até dama da rainha D. Maria Pia. Tendo presenciado momentos históricos, alguns trágicos como o regicídio, a sua longevidade e a fugacidade política desses tempos permitiram-lhe deixar testemunho de eventos ao longo de cinco reinados nacionais (de D. Maria II a D. Manuel II).

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Rosas Pallidas



GUIOMAR TORREZÃO
pref. Thomaz Ribeiro

Lisboa, 1873
Editores – Rolland & Semiond
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
300 págs. + 1 folha em extra-texto (com a fotografia [albumina] da autora colada)
subtítulo: Narrativas Originaes
encadernação modesta inteira em tela encerada, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA INCLUSÃO DA FOTOGRAFIA E PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO MÉDICO-ESCRITOR ANTÓNIO DA CUNHA BELÉM CUJO PSEUDÓNIMO LITERÁRIO (CRISTÓVÃO DE SÁ) ELA IDENTIFICA
77,00 eur (IVA e portes incluídos)

Guiomar Delfina de Noronha Torrezão (1844-1898), para além de escritora, é uma referência na história da emancipação da mulher em Portugal.

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Velhas Canções e Romances Populares Portuguêses


PEDRO FERNANDES THOMÁS
pref. Antonio Arroyo

Coimbra, 1913
F. França Amado, Editor
1.ª edição
23,8 cm x 15 cm
LII págs. + 192 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume ilustrado com a notação musical das canções coligidas.

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In Memoriam do Doutor Teófilo Braga


aa.vv.

Lisboa, 1929 [aliás, 1934]
Imprensa Nacional de Lisboa
1.ª edição
26 cm x 19,8 cm
520 págs. + 11 folhas em extra-texto
subtítulo: 1843-1924
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboram nesta homenagem ao intelectual e ex-presidente da República, entre outros, Agostinho Fortes, Albino Forjaz de Sampaio, Álvaro Neves, Ana de Castro Osório, Fernão Boto Machado, Jaime e Sebastião de Magalhães Lima, Julieta Ferrão, Ladislau Batalha, Luís Cebola, Luís Chaves, Manuel de Sousa Pinto, Tomás da Fonseca, etc.

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quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Acrónios


LUÍS PEDRO
pref. Fernando Pessoa

Lisboa, 1932
UP Oficinas Gráficas
1.ª edição [única]
23,1 cm x 17,5 cm
64 págs.
encadernação modesta em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, cantos em pele
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luís Pedro Moitinho de Almeida (1912-2005), notório maçon, presidente da Liga dos Direitos Humanos, companheiro de Fernando Pessoa nas lides poéticas, algo que este último confirma no seu prefácio.

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Algumas Notas Biográficas Sôbre Fernando Pessoa


LUIZ PEDRO MOITINHO DE ALMEIDA

Setúbal, 1954
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
21,7 cm x 16,3 cm
20 págs.
subtítulo: Palestra proferida em Setúbal em 3 de Abril de 1954, seguida duma carta inédita do poeta, e dum poema que também se presume inédito
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do advogado maçon autor do livro Acrónios, no escritório de cujo pai trabalhou Fernando Pessoa.

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Problemas do Povoamento



JOSÉ DE ALMEIDA SANTOS
capa de Alvim Braga

Luanda, 1966
Edição do C. I. T. A. [Centro de Informação e Turismo de Angola]
1.ª edição [em brochura*]
24 cm x 17,3 cm
80 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela inclusão do cartão-de-visita e pela longa dedicatória manuscrita do Autor ao então governador-geral de Angola, Álvaro da Silva Tavares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Conjunto de artigos inicialmente publicados no jornal A Província de Angola, Luanda, 10 de Março a 27 de Abril de 1964, pelo engenheiro-geógrafo – mas também poeta, dramaturgo e ensaísta – José de Almeida Santos Júnior.

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Vinte Anos Decisivos na Vida de uma Cidade (1845-1864)


JOSÉ DE ALMEIDA SANTOS
pref. José Pinheiro da Silva

Luanda, 1970
Edição da Câmara Municipal de Luanda
1.ª edição
22,1 cm x 16,7 cm
504 págs. + 42 págs. em extra-texto
ilustrado
capa impressa retro e verso
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

José de Almeida Santos Júnior (1922- ?), engenheiro-geógrafo com reconhecida actividade profissional ao serviço do Estado Novo em Angola (Luanda), foi também poeta e, até, dramaturgo.

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Da Governação de Angola


ARMINDO MONTEIRO

Lisboa, 1935
Agência Geral das Colónias – Divisão de Publicações e Biblioteca
1.ª edição
22,4 cm x 16,7 cm
48 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO 4.º CONDE DE FARROBO, ARTUR QUINTELA SALDANHA
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação vinda a lume com o autor na qualidade de Ministro das Colónias.

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Memoria Sobre Lourenço Marques (Delagoa Bay)





LEVY MARIA JORDÃO, visconde de Paiva Manso

Lisboa, 1870
Imprensa Nacional
1.ª edição
22 cm x 14,5 cm
XC págs. + 150 págs. + 2 desdobráveis (mapas)
subtítulo: Africa Oriental Portugueza
encadernação modesta de época meia-inglesa com ferros a ouro na lombada
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um detalhadíssimo relatório elaborado a pedido do governo ao Ministério da Marinha e Ultramar, em que todos os aspectos – geográfico, populacional, económico-financeiro, administrativo, climatérico, etc. – são descritos, sendo assim um complemento pioneiro aos relatos de viagem deixados por Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens. E porque Portugal iria, pelas potências europeias cobiçosas de um lugar na África, ser acusado de não ocupar os territórios que tradicionalmente reclamava, já aqui podemos ler acutilantes considerações de ordem crítica à governação local, como por exemplo logo na Introdução:
«[...] O governo imposto pelas metropoles ás suas colonias, geralmente designado por systema colonial, reduzia-se a um tecido de monopolios e de prohibições em proveito da mãe patria, qualificando-se, por uma prodigiosa illusão, de protecção concedida ás possessões a unica liberdade de venderem os productos no mercado da metropole em condições menos duras do que os concorrentes estrangeiros. [...]
Uma das principaes causa da decadencia das colonias proveiu sempre da ignorancia ou desconhecimento dos verdadeiros principios da sciencia da colonisação e da economia e administração colonial.
[...] póde dizer-se afoutamente que não se tem attendido a que a colonisação, sendo na sua essencia a fundação de novas sociedades, não póde ser encerrada no quadro tão estreito da rotina. Se é uma arte pelos processos praticos que emprega, é uma sciencia pelas leis que formula. [...]»

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Tratado da Versificação Portugueza, dividido em duas partes



[PEDRO JOSÉ DA FONSECA]

Lisboa, 1777
Na Regia Officina Typografica
1.ª edição
inclui as duas partes enc. em 1 vol. (num. contínua)
15,2 cm x 10,4 cm
8 págs. + 264 págs.
encadernação coeva inteira em pele, gravação a ouro na lombada, rótulo vermelho e nervuras pontilhadas a ouro
muito pouco aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
assinatura de posse no frontispício, interessantes anotações marginais nas págs. 41, 90 e 92
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Incêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo VI, Imprensa Nacional, Lisboa, 1862):
«Pedro José da Fonseca, Professor regio de Rhetorica e Poetica em Lisboa nomeado em 1759, e transferido annos depois para o exercicio da mesma cadeira no Collegio Real de Nobres, onde serviu, até que em attenção á sua edade e molestias lhe foi concedida a jubilação em 1804, pouco mais ou menos. Como Socio fundador da Academia Real das Sciencias de Lisboa, confirmada por aviso regio de 24 de Dezembro de 1779, assistiu já na qualidade de effectivo da classe de Litteratura á primeira sessão que a Academia teve em 16 de Janeiro de 1780. Foi eleito Director da typographia da mesma Academia, e tambem Director da commissão encarregada em 28 de Junho de 1780 da composição do Diccionario da lingua portugueza. Passou a Socio veterano em 27 de Março de 1790.
Os unicos esclarecimentos biographicos, que até agora existem impressos ácerca d’este laborioso professor e distinctissimo philologo, constam de um folheto que pouco tempo depois da sua morte se publicou com o titulo: Agradecimento de um homem á memoria de outro homem virtuoso, sabio e philosopho. [...] Foi escripto pelo honrado velho Francisco Coelho de Figueiredo [...]. Por elle consta, que Pedro José da Fonseca, natural de Lisboa, nascêra em 1734 (Esta data é, quanto eu posso julgar, duvidosa, pois que o proprio Fonseca em uma de suas obras diz de si, que contava 22 annos no de 1759; e n’esse caso devemol‑o crer nascido em 1737.) Ahi se declara que falecêra a 7 de Julho de 1816 (data que tambem não concorda com os assentos existentes na Academia; segundo elles, m. a 8 de Junho do dito anno).
Mal remunerado de suas tão longas quão valiosas fadigas litterarias, passou Fonseca a ultima quadra da vida em estado que muito se approximava de verdadeira miseria. Uma orphã, que seus paes haviam recolhido em casa desde menina, e duas sobrinhas d’esta, serviram de amparo e abrigo ao respeitavel ancião, em cuja companhia viviam, tirando dos escassos lucros dos trabalhos feminis com que alimental‑o nos seus ultimos annos. Seus consocios da Academia algum beneficio lhe prestaram, fazendo que a expensas do cofre do estabelecimento se lhe comprassem em 1813 os seus manuscriptos [...].»

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Dicionário de Rimas


COSTA LIMA
pref. Theophilo Braga

Porto e Lisboa, 1952
Livraria Lello & Irmão – editores / Aillaud & Lellos, Limitada
«nova edição revista e muito ampliada»
18,8 cm x 12,4 cm
444 págs.
subtítulo: Para uso de portugueses e brasileiros
título do prefácio: Poética Histórica Portuguesa
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se (seg. BNP) de João Pereira da Costa Lima (1836-1897) que «Tendo sido mais um temperamento artístico que um verdadeiro criador, volúvel, inventivo, irrequieto, a sua vida foi uma constante aventura: aprendiz de ferreiro, marçano, saltimbanco, fotógrafo, comerciante, hoteleiro, proprietário de uma empresa funerária, director do Asilo Maria Pia e pagador da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro, empresário teatral e actor. Com estudos pouco aprofundados, mostrou sempre uma acentuada tendência para a poesia e para o teatro [...].
Das poucas obras que publicou salienta-se A Lusa Bambochata – Poema Triste em Verso Alegre por Joanico Mila, satirizando violentamente os vícios da Administração Pública e da política portuguesa em geral.» (vd. Dicionário Cronólogico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990; verbete obviamente fundamentado na longa nota biográfica que consta do dicionário de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, editado por João Romano Torres & C.ª em 1909)

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domingo, fevereiro 18, 2018

Cantares de Portugal


ESTEFÂNIA CABREIRA, música
OLIVEIRA CABRAL, letra
ilust. Carlos Carneiro

Porto, 1939
Edição de Domingos Barreira – Livraria Simões Lopes
1.ª edição
20,2 cm x 14,5 cm
84 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, restauros na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação da notação musical e das letras de “cantares de Portugal”, entre os quais a marcha da Legião Portuguesa, o Hino da Raça, o Hino da Mocidade Portuguesa, etc., etc., destinados «às crianças de Portugal, para que em suas almas germinem, cresçam e floresçam as crenças e o patriotismo dos nossos gloriosos antepassados» (segundo a portada do livro). E entre estes antepassados não poderiam faltar, evidentemente, Nun’Álvares (o da Cruzada...), a Virgem Maria, Jesus, e... Camões. Camões não foi esquecido.

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sábado, fevereiro 17, 2018

Minha Senhora de Mim


MARIA TERESA HORTA
TERESA PAULA BRITO
NUNO FILIPE
capas de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote / Movieplay
1.ª edição (ambos)
[18,2 cm x 10,9 cm] + [18 cm x 18 cm]
96 págs. + 1 disco EP 45 rpm (vinil)
exemplares muito estimados, livro sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo, disco como novo
lote de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria Teresa Horta fez parte do grupo Poesia 61 (Gastão Cruz, Fiama, Luiza Neto Jorge, etc.); o seu ideário poético tem a particularidade de uma carga libidinal prestes a explodir – as polícias do Estado Novo, que não eram mesmo nada dadas a tais liberalidades, depressa lhe castigarão dois dos seus livros: o vertente e Novas Cartas Portuguesas (colab.).
A cançonetista Teresa Paula Brito (1944-2003), já então basto conhecida pela sua participação na banda sonora do filme Verdes Anos e pela sua colaboração com José [Zeca] Afonso, interpreta aqui três poemas do livro da poetisa, musicados pelo compositor Nuno Filipe (1947-2002), pseudónimo de José Manuel Souto Guerra de Barros.

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Minha Senhora de Mim


MARIA TERESA HORTA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 10,9 cm
96 págs.
exemplar muito estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memorias duma Mulher da Epoca


DIANA DE LIZ
pref. Ferreira de Castro
capa de [Roberto] Nobre

Lisboa, s.d. [1932]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia «sentimental de uma alma feminina» – diz-nos Ferreira de Castro na apresentação deste livro póstumo –, a foram acrescentadas várias novelas que se encontravam inéditas. Prematuramente falecida em 1930, a escritora deixou vasta colaboração dispersa pelos periódicos do seu tempo, também sob o seu outro nome artístico Mimi Haas.

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O “Barão de Fataúnços”


ARTHUR RIBEIRO

Lisboa, 1928
Edição do Autor (Tipografia Torres)
1.ª edição
19,6 cm x 13,5 cm
240 págs.
subtítulo: Scenas focadas na vida portuense
exemplar manuseado mas aceitável, restauros na capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Mentira da Flandres e... o Mêdo!


[JOÃO MARIA] FERREIRA DO AMARAL, major

Lisboa, 1922
Editores – J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
19 cm x 14 cm
XII págs. + 504 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Virulenta crítica às políticas e aos políticos republicanos, da pena de um republicano e comandante da Polícia Cívica de Lisboa, que deu caça aos grupos operários e, nomeadamente, anarco-sindicalistas.
Uma passagem do capítulo «A entrada de Portugal na guerra»:
«[...] Não sabemos, nunca soubemos, nem nunca viremos a saber, quais os nossos compromissos, em matéria militar, como aliados da Inglaterra, e anteriormente a agosto de 1914.
Isto foi sempre um segrêdo, lá deles. A tropa nunca soube nem precisa de saber estas cousas...
Quando digo tropa refiro-me aos comandos superiores do Exército e ao Estado Maior.
Não me digam que é para haver segrêdo, senão eu pergunto se nem os ministros da Guerra podem estar nêsse segrêdo dos deuses da diplomacia.
E se só um é que póde saber isso, então nenhum ministro da Guerra o póde saber, e êle ha tantos! E se nenhum ministro da Guerra póde saber essas cousas como é que estamos habilitados a cumprir os nossos deveres militares para com a nossa aliada? [...]»

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Industrialização e Urbanismo

FERREIRA DO AMARAL

Lisboa, 1958
Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
22,6 cm x 14,7 cm
72 págs.
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Maria Barreto Ferreira do Amaral, que se notabilizou como presidente da comissão concelhia da União Nacional, debatia aqui a importância de situar o parque industrial fora dos grandes centros urbanos.

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A Viabilidade Industrial


FERREIRA DO AMARAL

Lisboa, 1956
[ed. autor ?]
1.ª edição
21,5 cm x 15,9 cm
86 págs.
subtítulo: Comunicação apresentada ao IV Congresso da União Nacional
encadernação em meia-inglesa com modesta gravação a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A [CLOTÁRIO] LUÍS SUPICO [RIBEIRO] PINTO, EX-SUBSECRETÁRIO DE ESTADO DAS FINANÇAS E EX-MINISTRO DA ECONOMIA, ENTÃO FIGURA DE PROA NA UNIÃO NACIONAL ALTAMENTE CONSIDERADO POR SALAZAR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto definidora das linhas gerais do proteccionismo empresarial e das oportunidades cingidas aos amigos da classe governativa:
«[...] A Nação Portuguesa é uma república corporativa. Não o será só em potencial. Na industrialização, como no resto, deve adoptar os métodos do corporativismo. Opina-se pela intervenção do Estado na planificação descrita. [...]
Corporativismo. – Intervenção estadual na produção, submetendo os empresários a uma regulamentação que lhes restringe o número, enquanto, simultâneamente, se organiza a indústria e o comércio. [...]»

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sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Contos e Histórias de Proveito e Exemplo


GONÇALO FERNANDES TRANCOSO
org., pref. e notas de João Palma-Ferreira

Lisboa, Outubro de 1974
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª «reedição integral com base na edição de 1624»
22,2 cm x 16,4 cm
XCIV págs. + 402 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Os Contos e Histórias de Proveito & Exemplo, de Gonçalo Fernandes Trancoso, editados, provavelmente, pela primeira vez em 1575, inauguraram, em Portugal, a literatura do seu género. Trata-se, portanto, de uma obra clássica no mais rigoroso sentido da palavra e, simultaneamente, de um livro dos mais populares que correram em Portugal. Obra escrita para o povo, andou nas mãos do povo durante os séculos XVI, XVII e XVIII e a tradição dos seus contos vinculou-se à própria tradição portuguesa de “contar histórias”, passando ao Brasil e penetrando no íntimo da mais lídima prosa de ficção de sabor nacional. [...]»

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Torel: – Norte, 5853


ARTUR INEZ
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1934
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
168 págs.
subtítulo: Reportagem de rua
exemplar estimado, discretos restauros na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sodoma Divinisada



RAVL LEAL (HENOCH)

Lisboa, 1961
Contraponto [de Luiz Pacheco]
2.ª edição
22,2 cm x 15,5 cm
20 págs. + 1 encarte
texto complementar incluído: António Botto e o Sentido Íntimo do Ritmo
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 26 de uma tiragem de apenas 300 exemplares numerados e assinados pelo editor Luiz Pacheco
PEÇA DE COLECÇÃO
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Autor – que a si mesmo se tinha na conta de Henoch, pai de Matusalem, avô de Noé – pode dizer-se que sempre procurou e encontrou «abrigo nos jornais que apoiavam o regime; quer isto dizer que em pleno Estado Novo, numa altura em que a maioria dos intelectuais do país ganhava maior sensibilidade a indícios que reforçassem ideais subjacentes às teorias do poder, Raul Leal rodeava-se de uma aura de suspeito fascismo que a sua preferência monárquica (em permanente exibição) ainda mais turvava; que a sua posição nada conservadora, no domínio dos costumes, ainda mais desacreditava [...]» (do magnífico prefácio de Aníbal Fernandes à reedição na Hiena Editora, em 1989).
No centro da polémica que a vertente brochura de Raul Leal desencadeou – com uma tal “Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa”, encabeçada por um tal Pedro Teotónio Pereira, a pedir nos jornais e em panfleto público a cabeça dos «adeptos da infâmia», autores de «livros torpes» – esteve a edição das Canções de António Botto, que Fernando Pessoa promoveu em 1922. Tanto o livro de Botto como o de Leal serão, pois, apreendidos por ordem do Governador Civil de Lisboa, desaparecendo os seus exemplares na vasa lodosa da “boa consciência” das famílias.

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Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido




MANUEL DE LIMA

Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
17,5 cm x 11,5 cm
268 págs.
capas impressas no verso
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA (NÃO ASSINADA) DO EDITOR LUIZ PACHECO «À REDACÇÃO DE O SÉCULO ILUSTRADO»
peça de colecção
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel de Lima (1918-1976) foi crítico musical e literário, mas sobretudo ficcionista na esfera do melhor surrealismo em português. Companheiro próximo de Cesariny, Luiz Pacheco e Natália Correia, a Antologia do Humor Português trata-o justamente assim:
«[...] Que é o humor de Manuel de Lima? Resposta na página quinze do Malaquias: “Um grão de areia na mais pequena roda de uma engrenagem a fazer parar um sistema perfeito”. Portanto a engrenagem é a causa, é a interrogação, é o tablado onde se desenrolam os jogos contraditórios, as fábulas, as diversões. O humor está aqui, extravasa-se no delírio, no absurdo, numa escrita de expressão explicativa, com cores inesperadas, no rocambolesco, onde a imaginação-impacto é o factor um, fonte donde emana o caudal humorístico dos gestos, da vocação singular de Manuel de Lima para nos fazer sonhar a história de Malaquias, a história de Valeriano, a história de Olímpia, a história de Natália, a história de Maquiavelicus, numa gesta de heróis de banda desenhada, numa sucessão lanterna-mágica em que enganados e enganadores recìprocamente desfrutam da razão e da glória da luta, têm ao jogo a sorte que merecem.» (Edições «Afrodite» – Fernando Ribeiro de Mello, Lisboa, 1969)

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Obras de Manuel de Lima


MANUEL DE LIMA
prefácios de António Maria Lisboa e José de Almada Negreiros
capa e grafismo de Soares Rocha
desenhos de João Rodrigues, Mário Alberto, José Araújo e Carlos Martins Pereira

I. A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem *
II. Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido
III. O Clube dos Antropófagos
[novela * + teatro]

IV. Um Homem de Barbas, e outros contos

Lisboa, 1972-1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª [*] e 2.ª edições
4 volumes (completo)
18,5 cm x 12 cm
160 págs. + 264 págs. + 272 págs. + 192 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra literária esquecida, sob o capacho da prosa actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc... Ou, nas palavras que lhe são próprias: «Os ricos acham deselegante quando se lhes pedem pequenas quantias [...]. Quem sabia disso era o Al Capone.»
Foram seus primeiros editores Luiz Pacheco (Contraponto) e, mais tarde, Vitor Silva Tavares, na Ulisseia.

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Wozzeck



GEORG BÜCHNER
Alban Berg
trad. Rosário Corte-Real e Natália Correia
pref. Manuel de Lima

Lisboa, s.d. [1959]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
16,9 cm x 11,6 cm
48 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO ESCRITOR MANUEL DE LIMA
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do prefácio de Manuel de Lima:
«[...] Uma das virtudes da síntese operática é a possibilidade de levar ao grande público formas consideradas herméticas da literatura. Assim, as multidões acorrem a ver um Fausto e um Otello esquecendo-se, muitas vezes, de que por detrás da sublimidade da realização que lhes é oferecida existem também um Goethe e um Shakespeare. Tal força de comunicação com a generalidade do público deve-se ao génio dos compositores que permite objectivar duplamente a qualidade mítica da criação literária. É juntando à palavra e à acção dramática o idioma musical, que os construtores da Ópera transmitem para a nossa época a síntese da dramaturgia grega. [...]»

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«Humilhados e Ofendidos»


DOSTOÏEVSKY
André Charpak
trad. Manuel de Lima

Lisboa, 1962
Teatro Moderno de Lisboa (Sociedade de Actores)
1.ª edição
18,2 cm x 11,4 cm
2 págs. + 40 págs. + 2 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse à cabeça da pág. 1
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das possíveis adaptações cénicas a partir da magna obra do escritor russo.

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quinta-feira, fevereiro 15, 2018

A Triste Canção do Sul


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, 1904
Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor
1.ª edição
18,7 cm x 13,4 cm
306 págs.
subtítulo: Subsidios para a Historia do Fado
encadernação inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] O erudito professor Ernesto Vieira, no seu Diccionario musical, chegou ás seguintes conclusões, que nos parecem exactas:
1.ª O Fado só é popular em Lisboa: para Coimbra foi levado pelos estudantes, e nem nos arredores d’estas duas cidades elle é usado pelos camponezes, que teem as suas cantigas especiaes e muito differentes.
2.ª Nas provincias do sul, onde os arabes se conservaram por mais tempo e os seus costumes e tradições são ainda hoje mais vivos, o Fado é quasi desconhecido principalmente entre a gente do campo. [...]
4.ª A poesia com que, invariavelmente quasi, se canta o Fado é uma quadra glosada em decimas, forma poetica d’uma antiguidade pouco remota, de uma origem nada popular e sem relação alguma com a poesia arabe. [...]»

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As Alegres Canções do Norte


ALBERTO PIMENTEL

Lisboa, 1905
Livraria Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
18,9 cm x 13,2 cm
6 págs. + 292 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito para além das canções, são os hábitos populares e a geografia de toda uma região do país o que aqui lemos, descrito com a probidade de quem fala daquilo que conhece.

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Portugal de Cabelleira


ALBERTO PIMENTEL

Pará, 1875
Livraria Universal de Tavares Cardoso & C.ª
1.ª edição
18,5 cm x 13 cm
248 págs.
modesta encadernação de amador em tela encerada e sintético
pouco aparado, conserva ambas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura, a que o autor empresta o seu bom humor nortenho:
«[...] escrevendo sobre o antigo Portugal, ainda florecente, não vamos exhumar um cadaver, espectaculo, sobre doloroso, repugnante, que bastaria a afugentar do contacto d’este livro os mais curiosos leitores. Vamos simplesmente levantar uma ponta do chinó, e esmiunçar, com leveza que obste ao aborrecimento, as paginas de antigos usos, costumes, aventuras, tradições e chronicas. Sentados no velho canapé, que Bocage motejou, conversaremos velharias, soprando cautelosamente o caruncho dos seculos, para que não empoeire o espirito com nuvens de tedio. [...]»

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Cancioneiro Popular Português


MICHEL GIACOMETTI
colab. Fernando Lopes-Graça
ilust. Manuel Rosa e Hipólito Clemente
fotografias de Adriano Serqueira, Leonor Lains e Michel Giacometti

Lisboa, 1981
Círculo de Leitores
1.ª edição
27,7 cm x 20,5 cm
352 págs.
profusamente ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas a preto e a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar como novo
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«[...] Toda a extraordinária diversidade da música popular portuguesa – parte viva e importante do nosso património cultural – está patente neste notável livro que constitui o resultado de dois anos de intenso trabalho do investigador Michel Giacometti, o qual, ao longo de mais de duas décadas, tem vindo a percorrer o nosso País, de Norte a Sul, até às localidades mais remotas e esquecidas, recolhendo, criteriosa e pacientemente, as autênticas expressões musicais do nosso povo.
Muito mais do que uma mera colectânea de textos e notações musicais [cerca de 7.000 espécimes musicais], esta belíssima obra é um verdadeiro itinerário pelo mundo da música popular portuguesa, um estudo acessível, completo e documentado sobre um tema riquíssimo e sempre actual. [...]»

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Enquanto o Autor Queima um Caricoco seguido de Sons Que Passam



FERNANDO ASSIS PACHECO
ilust. António Palolo

Porto, 1978
Editorial Inova
1.ª edição
29,2 cm x 18 cm
16 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 172 de uma tiragem limitada a 250 exemplares
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
18 cm x 11,7 cm
78 págs.
exemplar estimado; miolo muito limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:
«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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Variações em Sousa


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Augusto T. Dias


Lisboa, 1987
Hiena Editora
2.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
48 págs.
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor duas plaquettes impressas a expensas do mesmo, em stencyl electrónico, que inicialmente circularam, uma em 1984 e a outra em 1986, sob os títulos Variações em Sousa e A Bela do Bairro e Outros Poemas. E é, de facto, o poema que dá título a esta segunda aquele por nós escolhido como ilustração da verve de Assis Pacheco:
«Ela era muito bonita e benza-a Deus
muito puta que era sempre à espera
dos pagantes à janela do rés-do-chão
mas eu teso e pior que isso néscio desses amores
tenho o quê? quinze anos
tenho o quê uns olhos com que a vejo
que se debruçava mostrando os peitos
que a amei como se ama unicamente
uma vez um colo branco e até as jóias
que ela punha eram luzentes semelhando estrelas
eu bato o passeio à hora certa e amo-a
de cabelo solto e tudo não parece
senão o céu afinal um pechisbeque

ainda agora as minhas narinas fremem
turva-se o coração desmantelado
amando-a amei-a tanto e sem vergonha
oh pecar assim de jaquetão sport e um cigarro
nos queixos a admiração que eu fazia
entre a malta não é para esquecer nem lá ao fundo
como então puxo as abas da farpela
lentamente caminho para ela
a chuva cai miúda
e benza-a Deus que bonita e que puta
e que desvelos a gente
gastava em frente do amor»

Há ainda uma questão que deve ser aqui lembrada: Em finais dos anos 70 e início de 80 do século passado, o falecido Assis Pacheco, ao serviço de O Jornal, alimentava uma coluna jornalística que ainda hoje poderia servir de modelo a muito noticiário de publicação de livros. Chamava-se «Bookcionário», e perdeu-se-lhe o rasto como se perde tudo neste mundo quando os interessados se desinteressam, ou morrem, ou mudam de ramo. Nós, não esquecemos. Nem essa simpática coluna, nem o seu intuito, nem o estilo. – Os presentes verbetes de leitura, na nossa loja, em apoio das respectivas fichas técnicas, tomaram daí a antiga inspiração.

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quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Uma Carta


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, [1958]
Colecção A Antologia em 1958 – Série Negra [ed. Mário Cesariny]
1.ª edição
22,8 cm x 17,2 cm
8 págs. [não num.]
dístico: Estrela da Ilha de Puros Ministros do Amor Estrela do Meio Dia Antes e Depois da Nossa Época
folha-volante dobrada in 4.º
não aparada
exemplar muito estimado; miolo limpo
RARÍSSIMA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem desta admirável carta dirigida a Mário Cesariny em 1950:
«[...] A bordo do nosso navio fantasma SOMOS O QUE SOMOS e ao nosso redor apenas o chapinhar das águas misteriosamente calmas de encontro ao casco nos impressiona e informa. Nele nos unimos expontâneamente para procurarmos a forma mais eficaz para a destruição da sociedade, para a subversão dos valores que a sustentam – o capital e o trabalho. Como dizia no meu Manifesto Erro Próprio por outras palavras: Não se tratava em mim (em nós) de negar o Surrealismo e os seus princípios, mas ilibava-me eu de tomar lugar na querela do eu sou, tu não és. Serei ou não surrealista de hoje para o futuro com a minha METACIÊNCIA e o NOSSO ABJECCIONISMO – eu não me pronunciarei sobre tal.
– A Anarquia e a Poesia são uma obra de séculos e errompe expontâneamente ou não errompe! [...]»

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Exercício Sobre o Sonho [aliás*: Sono] e a Vigília de Alfred Jarry seguido de O Senhor Cágado e o Menino


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, s.d. [1958]
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,9 cm x 13,3 cm
36 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Semente Raiz Tronco Flor Fruto Flor Tronco Raiz Semente»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar como novo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nascido na capital a 1 de Agosto de 1928, levado pela tuberculose a 11 de Novembro de 1953, não é exagero considerá-lo o cerne da corrente libertária no que veio a ser o surrealismo em português. «[...] Partido da libertação surrealista», escreve Cesariny no livro abaixo referido, «o pensamento poético de António Maria Lisboa aprisionou a ave hierática com que, até hoje, só os asiáticos e certos primitivos têm modulado a chamada vida prática. (Mas não foram os poetas chineses os criadores, há 2062 anos, do jogo poético colectivo “inventado” pelos surrealistas há dois dias?) Os termos da obra de António Maria Lisboa, de um desenvolvimento extra-individual de aferição da Verdade, da Justiça e do Bem, não inquirem, impõem as condições da sua perenidade.»

* Mário Cesariny dá notícia desta gralha tipográfica na 1.ª edição do livro Poesia, de António Maria Lisboa, na colecção Documenta Poética da antiga Assírio & Alvim (Lisboa, 1977), ainda hoje a mais correcta reunião do legado do poeta... porque a sua reedição, volvidos quase vinte anos, é um modelo de bom comportamento editorial que não se coaduna com o conteúdo.

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Poesia


ANTÓNIO MARIA LISBOA
org. Mário Cesariny

Lisboa, 1962
Guimarães Editores
1.ª edição [conjunta]
21,5 cm x 15,5 cm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO ESCRITOR SURREALISTA RICARTE DÁCIO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

A força poética de António Maria Lisboa, em 1977, aquando da reunião da sua Poesia num único volume, pela segunda vez levada a cabo por Mário Cesariny, ainda fazia estragos entre os próceres da “democracia” nascente: não apenas o “director” da colecção que acolheu o livro – o obtuso e limitado E. M. de Melo e Castro –, mas também o editor!... (não se sabe se o Assírio, se o Alvim), fizeram imprimir junto com a ficha técnica notas em que, cada qual à sua triste figura, enjeitam a edição.

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