sexta-feira, abril 20, 2018

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Verde-Gaio – Bailados Portugueses


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
Jorge Croner de Vasconcelos,
Fernanda de Castro,
Frederico de Freitas,
Adolfo Simões Müller,
Ruy Coelho,
Carlos Queiroz
capa de Bernardo Marques
ilust. Maria Keil do Amaral, Estrêla Faria e Paulo Ferreira

Lisboa, 1940
Edições SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
28,4 cm x 22,3 cm
16 págs.
subtítulo: Primeira Temporada
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de A Lenda das Amendoeiras (Jorge Croner de Vasconcelos), Ribatejo (Frederico de Freitas), Canções (Artur Santos e A. Rey Colaço), Inês de Castro (Ruy Coelho) e Muro do Derrête (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Adolfo Simões Müller]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, vinco vertical; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Três Danças (Óscar da Silva), Dança dos Pastores (António Melo), Chula do Douro (Ruy Coelho), Ribatejo (Frederico de Freitas), Inez de Castro (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]


[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Carlos Queiroz,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
24,9 cm x 18,9 cm
20 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Muro do Derrête (Frederico de Freitas), D. Sebastião (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[IVO CRAMÉR,
Frederico de Freitas,
Paulo Ferreira,
Bárbara Thiel,
Tyyne Talvo,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 18,9 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Quatro Danças (Rameau), Pavana para uma Infanta Defunta e Balada (Ravel), La Fille aux Cheveux de Lin (Debussy), Noite Sem Fim (Moussorgsky), Aventuras de Arlequim (Scarlatti), Para Lá do Oriente e A Menina e os Fantoches (Prokofieff) e Oriental (Granados).

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A Memória do Cinema 82


[J. GUILHERME DA SILVA, coord.]

Lisboa, 1983 [Janeiro a Dezembro de 1982]
Quarteto
1.ª edição
29,1 cm x 20,4 cm
4 págs. + 72 págs.
subtítulo: Anuário Cinematográfico
profusamente ilustrado
exemplar estimado, sinais de fita-gomada na capa; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de todas as folhas de sala relativas aos filmes exibidos no ciclo A Memória do Cinema, em 1982, cobrindo referências a um acervo de mais de duzentas e cinquenta obras, que o Quarteto, à época, disponibilizou numa escolha de invulgar padrão de qualidade e importância culturais.

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quinta-feira, abril 19, 2018

A Questão Religiosa


JOSÉ D’ARRIAGA

Porto, 1905
Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada – Editora
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
XIV págs. + 106 págs.
exemplar naturalmente envelhecido, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, rasgão no rodapé das págs. VII-X sem afectar o texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor, que, em vésperas da queda da monarquia, alerta para o verdadeiro inimigo da inteligência e do progresso:
«[...] Combatendo a reacção religiosa, não queremos attentar contra as crenças dos que a promovem e sustentam, mas trazer a paz e harmonia a todas as seitas por meio da tolerancia, que constitue a base fundamental das sociedades contemporaneas.
Não é este opusculo um grito de guerra, como o são as obras publicadas pelas associações catholicas: é mais um brado a favor da tranquillidade dos povos, tão perturbada n’estes ultimos tempos pela reacção religiosa [...].
A campanha das associações catholicas consiste em guerrear nos paizes catholicos todas as religiões estranhas, oppondo-se ao livre exercicio dos seus cultos, e pedindo aos governos medidas de rigor contra ellas. Pretende manter em nossos dias os antigos fóros e privilegios da igreja catholica, os quaes foram origem do antigo regimen absoluto, e da intolerancia religiosa, que produziu os autos de fé, os carceres da Inquisição e cruzadas expurgatorias, etc.
A mesma reacção religiosa préga o exterminio dos que não pensam com a igreja catholica, dos que não acceitam seus dogmas e preceitos, dos livres pensadores, e de todos os que sahiram do gremio catholico. [...]»

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A Questão Religiosa (V)



BAZILIO TELLES

Porto, 1913
Livraria Moreira – Editores
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
88 págs.
exemplar com a capa muito oxidada, com falhas de papel restauradas em tosco; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em suma, aqui se trata do mais radical posicionamento da República perante o culto católico, que Basílio Teles resume numa proposta de «bazes geraes em que o entendimento recíproco é acceitavel, e não seria talvez difficil d’ultimar rapidamente»:
«[...] Ficam supprimidas, nos orçamentos do Estado e dos corpos administrativos, quaesquer despezas para cultos; [...]
Fica supprimido o ensino religioso nas escolas officiaes, o da história das religiões exceptuado. [...]
Deixam de ser reconhecidas pelo Estado quaesquer prestações, incluindo as consuetudinárias, dos parochianos, aos seus párochos como subvenção cultual, ou cultual e pessoal ao mesmo tempo. [...]
Serão revertidos para o Estado e corporações administrativas, cabendo ao ministério da Justiça o seu arrolamento e avaliação, todos os bens immobiliários e mobiliários até aqui affectos ou destinados ao culto público da religião cathólica, á sustentação, residência, instrucção e recreio dos seus ministros, alumnos ecclesiásticos e demais pessoal da Egreja, desde que se prove não pertencerem a particulares ou a corporações com individualidade jurídica. [...]
Serão equiparados, para effeitos tributários, os bens ou valores affectos ao culto cathólico [...].»
Etc., etc.

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A Questão Religiosa


[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
18,4 cm x 12,5 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação editorial, gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Questão Religiosa



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação de amador antiga em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, restauros marginais nas folhas da pág. 51 à pág. 54 sem afectar o texto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Dictadura



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 296 págs.
subtítulo: Subsidios Moraes Para Seu Juizo Critico
exemplar estimado, com falhas de papel nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Joel Serrão no seu Sampaio Bruno, o Homem e o Pensamento (Editorial Inquérito, Lisboa, 1958): Em pleno conflito ideológico com Afonso Costa, que chegou a agredir Sampaio Bruno fisicamente, o que levou este último a afastar-se do Partido Republicano, será ainda «[...] na qualidade de jornalista republicano independente que ele vai travar o veemente combate, que foi o seu, contra a ditadura de João Franco. Volta-lhe o ardor combativo de outrora. Escreve quase diàriamente um artigo. Insurge-se contra a supressão dos direitos cívicos e, quando, em 1908, João Franco caiu, logo após o assassinato do rei e do príncipe herdeiro, exclama: “o regicídio é, seguramente, um acto condenável, mas o despotismo não o é menos. O tiranicídio é, na verdade, um crime; mas a tirania é também um crime”. [...]»
O vertente livro serve História na exactidão dos factos e na conotação posta nos mesmos.

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História das Lotarias em Portugal


JOSÉ RIBEIRO PINTO

Lisboa, s.d. [circa 1943]
Imprensa Portugal-Brasil
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
352 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE RIBEIRO PINTO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Temas de Toiros


SARAIVA LIMA
pref. Manuel Augusto Garcia Viñolas

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade (deposit.)
1.ª edição
23,1 cm x 17 cm
240 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ao Estribo


PEPE LUIZ

Lisboa, 1946
Livraria Popular de Francisco Franco
2.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
304 págs. + 64 págs. em extra-texto
subtítulo: Impressões Tauromáquicas
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu verdadeiro nome José Luís Ribeiro (1890-1962), reúne no vertente livro valiosas apreciações para a história do toureio a cavalo.

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Meio Século a Ver Touros


ROGERIO PÉREZ – «EL TERRIBLE PÉREZ»

Lisboa, 1945
Editora Marítimo-Colonial, Limitada
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
168 págs. + 10 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, abril 18, 2018

Malasartes – ex-Pravda 8


dir. e org. Júlio Henriques
Coimbra, Primavera de 1992
1.ª edição [única]
24,1 cm x 16,7 cm
128 págs.
impresso a duas colunas em sépia
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pravda 5 – Revista de Malasartes


dir. e org. Júlio Henriques
Coimbra, Primavera de 1988
1.ª edição [única]
24,5 cm x 16,8 cm
52 págs.
impresso a duas colunas em azul ultramarino
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

A partir do vertente número a revista deixa de ter o suporte da editora Fenda de Vasco Santos, pelo que muda de formato, ganha volume e prepara-se para o baptismo do seu futuro nome: Malasartes. Júlio Henriques é o traço comum nesta aventura de reflexão situacionista em português.

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Pravda 4


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Verão de 1986
Fenda Edições
1.ª edição [única]
30 cm x 21 cm
32 págs.
subtítulo: Presença de Karl Kraus contra o jornalismo
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas em azul ultramarino
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz revolucionário, afecta às ideias de Internacional Situacionista. O espírito desta publicação retoma, por mão de Júlio Henriques, a força vital quer do magazine Fenda, quer da anterior Subversão Internacional.

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Pravda 3


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Outono de 1985
Fenda Edições
1.ª edição [única]
29,8 cm x 19,9 cm
12 págs.
acabamento com um ponto em arame
capa impressa em serigrafia, miolo a duas colunas
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pravda 1


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Outono de 1982
Fenda Edições
1.ª edição [única]
29,5 cm x 19,8 cm
48 págs.
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Fenda – Magazine Frenética


Coimbra, Primavera 1979
dir. Vasco Tavares dos Santos
1.ª edição
n.º 1
29,4 cm x 18 cm
92 págs. + 3 folhas em extra-texto (cada qual com 1 cromo colado) + 1 folha-encarte (errata)
ilustrada no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas do número inaugural da revista que servia de apoio ao catálogo da editora homónima.

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Devagar




Lisboa, Março de 1989 a Julho de 1995
dir. António Ferreira
1.ª edição [única]
5 números (completo)
24 cm x 17 cm
48 págs. + 56 págs. + 64 págs. + 96 págs. + 56 págs.
ilustrados
capas impressas no verso
o primeiro número tem acabamento com dois pontos em arame
exemplares como novos
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz afecto à Internacional Situacionista, não mencionada no artigo de referência «Realizar a Poesia – Guy Debord e a Revolução de Abril», da arqueóloga Maria de Magalhães Ramalho (in Flauta de Luz, n.º 3, Vargem – Portalegre, Outubro de 2015), apesar de a autora ter conhecimento do livro A Queda do Fascismo, também de António Ferreira.

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A Vida Sexual


EGAS-MONIZ

Lisboa, 1904
Livraria Ferreira – Ferreira & Oliveira, Livreiros-Editores
2.ª edição
23 págs. + 15 cm
XX págs. + 352 págs.
subtítulo: Physiologia
ilustrado
encadernação editorial inteira em tela com gravação a branco na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida durante o regime salazarista. Além deste volume, publicou-se um outro relativo às patologias sexuais.

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A Neurologia na Guerra


EGAS MONIZ

Lisboa, 1917
Livraria Ferreira – Ferreira L.da, Editores
1.ª edição
23,5 cm x 15,7 cm
2 págs. + VIII págs. + 338 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Nossa Casa


EGAS MONIZ

Lisboa, 1950
Paulino Ferreira, Filhos, Lda.
1.ª edição
22,3 cm x 15,4 cm
416 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Este livro é a história de uma família provinciana a que o autor pertenceu. É ele o último representante. [...]
É também a auto-biografia da infância e adolescência do autor, com pormenores que podem considerar-se inúteis, mas em que houve o propósito de pôr em equação as forças hereditárias e elementos educativos que entraram na formação da sua individualidade. [...]»
E o autor era, à data do vertente livro, desde o ano anterior, o nosso primeiro Prémio Nobel, distinção que recebeu no âmbito da investigação médica neurológica. Teve igualmente intensa actividade política como republicano sidonista, sendo fundador do Partido Republicano Centrista, que veio, mais tarde, a diluir-se no Partido Socialista.

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O a Fazer, Faz-se [...]


RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,5 cm x 16 cm
40 págs.
subtítulo: [...] antes que o Cálculo nos disfarce & digamos que não é bem assim o que foi assim mesmo & O a fazer deixe de fazer-se & O que escrevi sobre esta modesta Meditação quotidiana deixe de publicar-se & Ninguém saiba o que um Poeta está ruminando sobre os pós-Tempos do 25 de Abril & os verídicos & fantasiosos Acontecimentos que Os preencheram. Com variadas Modalidades a-propósito – Pessoas, Coisas, Animais – & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos & corrigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Testemunha atenta, veneradora e obrigada Cidadão Eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor Comparticipante em dois Movimentos & Autor de Borda d’Alma e Cravo Singular
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por vezes os escritores excedem tudo quanto se esperava deles. Para bem deles e dos leitores, mas, por vezes, também para mal de toda a gente. O seu radicalismo, o mais das vezes, se não consegue ser esteticamente complementado, joga do lado do ideólogo enganador. Ezra Pound, Céline, Cioran e até o nosso Pessoa apostaram na pior política das suas épocas – mas nem isso os diminuiu à luz de uma leitura menos redutora e menos maniqueísta. Ruy Cinatti é um caso assim. A sua opção histórica, que o levou a pôr a arte poética ao serviço do panegírico bélico do militar Jaime Neves, usando de uma linguagem ressabiada de retornado, mesmo assim não o apeou do lugar que por direito lhe pertence na cultura nacional. A vertente obra pertence a esse triste núcleo de folhetos que o poeta, nos anos 1974-1976, andava pelas ruas e pelos cafés de Lisboa a impingir a quem lhe dava troco.

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RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,4 cm x 16 cm
36 págs.
subtítulo: Memória descritiva & caderno de encargos dos Factos, Argumentos, Suposições, Hipóteses, Boatos, Etc. que os pós-Tempos do 25 de Abril estão suscitando a muitos Portugueses e Estrangeiros com variadas Modalidades a propósito – Pessoas, Coisas e Animais – Contas à vida, adrede Fantasias & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos, dialécticos e emocionais & redigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Afiliado a dois Movimentos & a nenhum Partido, por enquanto, mas Cidadão eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor para sempre Autor entre outros Escritos éditos & inéditos de Borda d’Alma, Cravo Singular & O a Fazer, Faz-se
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, agrafos oxidados; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Manto



AGUSTINA BESSA LUÍS
capa de Guilherme Casquilho

Lisboa, s.d. [1962]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
296 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ENCENADOR E DRAMATURGO REDONDO JÚNIOR (1914-1991)
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Banco Português do Atlântico, 1919 / 1969



AGUSTINA BESSA-LUÍS, dir. literária e iconográfica
grafismo de Armando Alves

Porto, 1969
Edição do Banco Português do Atlântico
1.ª edição
28 cm x 21,3 cm
256 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em sintético, sem a sobrecapa de plástico, folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um daqueles livros de empresa, de que as administrações muito se orgulham (mesmo quando essas instituições vivem da usura), muito úteis para pôr debaixo do braço direito enquanto o braço esquerdo ergue, numa cínica saúde, uma taça com champagne. São todos iguais: falam da primeira pedra, dos altos conseguimentos empresariais, das suas colecções de arte, e do caminho patriótico até à cotação em bolsa; nunca falam da exploração laboral do seu pessoal menor... nem sequer dos métodos legítimos para espoliar os clientes. Agustina Bessa-Luís entra neste filme, sabe-se lá porquê, talvez para uma melhor contemplação carinhosa da angústia... dos outros!

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O Comum dos Mortais


AGUSTINA BESSA-LUÍS

Lisboa, 1998
Guimarães Editores, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 14,7 cm
368 págs.
acabamento com capa impressa a negro e sobrecapa a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na altura da publicação deste notável romance, escreveu Torcato Sepúlveda, na revista Ler do Círculo de Leitores (Verão / Outono 1998, n.º 43), as seguintes acutilantes palavras:
«Agustina Bessa-Luís publicou um novo romance, O Comum dos Mortais, sobre Salazar [Mazarino] e o salazarismo. O retrato do ditador e seus acólitos é tão negro que uma questão se levanta: como é que todo um povo se deixou governar por semelhantes espantalhos? [...]
Dá-se o caso simples de o seu olhar impressionista ser mais lúcido do que o de muitos investigadores sociais que vão trabalhando sobre o tema. A escritora sabe que quer Salazar, quer os portugueses são mortais comuns. Neste aspecto, Agustina Bessa-Luís é também uma mortal comum com o seu bom-senso, com a sua observação ao nível rasteiro dos sentimentos e das coisas. A autora sabe que Salazar era pequenino, de sentimentos mesquinhos, medroso ante a evolução das classes e das ideias; mas sabe também que a arquitectura intelectual e moral do ditador correspondia à pusilanimidade de todo um povo. [...]
[...] O Comum dos Mortais é um romance sarcástico, atravessado por personagens mais ou menos pícaras: a mulher de Salazar / Mazarino lembra irresistivelmente Supico Pinto; António Ferro era desprezado por Salazar, como fora desprezado, no tempo do Orpheu, por Fernando Pessoa; de Fernanda de Castro, nem falemos; a Cerejeira não é dada qualquer importância. Só Bissaya Barreto é tratado com a elevação correspondente à dignidade que sempre soube manter na sua vida.
O Comum dos Mortais é um grotesco cortejo de sombras, que impressiona mais pelo ridículo do que pelo terror que personalidades aqui retratadas causaram em vida aos seus concidadãos. Como foi possível que todo um povo se deixasse governar por espantalhos destes? Uma pintura tão cruel de Salazar e do salazarismo, só Agustina Bessa-Luís a poderia ousar. Os escritores de esquerda foram incapazes.»

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A Muralha


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, 1957
Guimarães Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
432 págs.
exemplar estimado, apresenta sinais de vinco no canto superior esquerdo da contracapa; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, Porto Editora, 10.ª ed., Porto, 1978):
«[...] Uma das feições mais notáveis do pós-guerra é o desenvolvimento da ficção de autoria feminina, fenómeno aliás universal, mas entre nós de extraordinário relevo histórico-social e temático. [...]
Algumas das melhores revelações femininas podem ligar-se àquela tendência aparentemente demolidora de todas as ideologias, sobretudo disciplinadas e consequentes, que procura atingir a mola íntima, existencial, de liberdade, através de uma nauseada ou angustiada negação sistemática, tão semelhante à teologia negativa dos místicos. [...] Uma negatividade mais radical, nascida de um ainda mais profundo sentido de decadência na burguesia originariamente rural, e servido por uma extraordinária exuberância, algo indisciplinada, de evocações, pormenorizadas até à alucinação ou simplificadas até aos casos patologicamente mais significativos, eis o que informa os romances caudalosos de um dos mais originais ficcionistas de hoje, Agustina Bessa Luís [...].»

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Conversações com Dmitri e outras fantasias


AGUSTINA BESSA LUÍS
capa e grafismo do cineasta João B. [Botelho]

Lisboa, 1981
A Regra do Jogo, Edições, Lda.
2.ª edição
20,9 cm x 13,4 cm
112 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sermão do Fogo


AGUSTINA BESSA LUÍS
capa de Guilherme Casquilho

Lisboa, s.d. [1963 ?]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,6 cm
284 págs.
exemplar em estado muito aceitável; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mistério da Légua da Póvoa


AGUSTINA BESSA-LUÍS
capa de André Carrilho
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,2 cm x 15,7 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na boa tradição folhetinesca, no semanário O Independente entre Maio de 2001 e Maio de 2002, trata-se da história (menos ficcional do que poderá julgar-se) de Maria Adelaide Coelho, filha do escritor Eduardo Coelho, um dos fundadores do Diário de Notícias, e cuja história de perseguição que, apoiado por psiquiatras, lhe moveu o marido, o jornalista Alfredo da Cunha, aprisionando-a num manicómio, motivado pelo abandono do lar burguês, com o habitual picante do adultério, etc., etc.

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Poemas



REINALDO FERREIRA

Lourenço Marques, 1960
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta, dramaturgo e pintor António Pedro
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho do jornalista homónimo – o notável Repórter X –, cedo partiu, aos 37 anos de idade, sem que os seus versos, alguns poucos editados avulsamente na imprensa periódica, houvessem feito a prova de conjunto em livro. Àqueles, amigos, que o admiraram coube essa tremenda responsabilidade: imortalizá-lo para o mundo das Letras, inscrevê-lo definitivamente na matriz poética da língua portuguesa. E no essencial assim fizeram, trazendo a público, os aqui reunidos, na forma ainda projectada pelo Poeta em vida, “livros” quase acabados e por si intitulados Um Voo Cego a Nada, o mais fragmentado Poemas Infernais, e Poemas do Natal e da Paixão de Cristo. Do evidente génio manifesto nesse legado dará fé, mais tarde, José Régio, no ensaio que veio a acompanhar uma reedição na editora Portugália: «[...] uma obra que, mesmo chegando até nós fragmentada, pela sua densidade substancial e a sua beleza formal já entrou como peça de rara qualidade no tesoiro da nossa poesia.»

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Poemas


REINALDO FERREIRA
pref. José Régio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
3.ª edição
20,1 cm x 13,8 cm
XX págs. + 200 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acrescenta ao que de Reinaldo Ferreira se conhecia um bom núcleo de poemas dispersos e o longo estudo de José Régio.

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segunda-feira, abril 16, 2018

Do Livro à Leitura


JOSÉ PALLA E CARMO

s.l. [Mem Martins], 1971
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 13,1 cm
304 págs.
subtítulo: Ensaios de Crítica Literária
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Sesinando Palla e Carmo (1923-1995), irmão do arquitecto e fotógrafo Victor Palla, foi ensaísta, crítico e tradutor, sobretudo de literatura anglo-americana. Assinava os seus textos humorísticos como José Sesinando.
Da nota editorial na contracapa:
«[...] Fruto do labor de vários anos de leitura atenta, os ensaios de crítica literária que integram Do Livro à Leitura constituem, para além de todos os seus evidentes méritos, um excelente roteiro feito de reflexão e de reformulações que permitirão percorrer mais seguramente o itinerário, tantas vezes árduo, que separa o livro da sua leitura.»

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Benfica Através dos Tempos


ÁLVARO PROENÇA, padre

Lisboa, 1965 [aliás, 1964]
União Gráfica (deposit.)
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
524 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia exaustiva da «velha freguesia de saloios, cultivadores dedicados da terra, e de lavadeiras concorrentes das de Caneças», situada no Termo de Lisboa. Diz-nos o padre Álvaro Proença (1912-1983), que foi prior na freguesia: «[...] Com características próprias e um acentuado regionalismo saloio, tornou-se Benfica lugar procurado não só por famílias distintas mas também pelos boémios e pândegos que de Lisboa acorriam às suas festas tradicionais. [...]»

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O Palácio Nacional da Ajuda


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA

Lisboa, 1961
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
26,6 cm x 20,5 cm
52 págs. + 6 folhas em extra-texto (couché)
subtítulo: Resenha Histórica
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, vagamente manchado nas páginas contíguas às folhas de couché
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Palácio Nacional da Ajuda – Roteiro


MANUEL C. DE ALMEIDA CAYOLLA ZAGALLO
pref. João Couto
ilust. (desenhos) Alexandre Salgado Dias
fotografias de Mário Novais

Lisboa, 1961
s.i. [Palácio Nacional da Ajuda ?]
[1.ª edição]
26,6 cm x 20,4 cm
132 págs. + 26 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 15, 2018

Na Cova dos Leões


TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1958
sem nome de editor
[Emp. Téc. de Tipog., Lda. – Vila Franca de Xira]
1.ª edição [2.ª edição do título Fátima (Cartas ao Cardeal Cerejeira)]
18,3 cm x 12,4 cm
464 págs.
exemplar em bom estado
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Luís Filipe Torgal (Prefácio à reedição da Antígona, Lisboa, 2009):
«[...] é porventura um dos mais emblemáticos textos “subversivos” impressos em Portugal durante o salazarismo. Foi escrito por um republicano racionalista e livre-pensador abjurado pela Igreja Católica e pelo regime autoritário e “catolaico” do Estado Novo. [...]»
Naturalmente, o volume, como quase toda a sua obra de polemista, correu sempre clandestino entre os leitores.

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Bancarrota



TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1962
edição do Autor
1.ª edição («destinada ao Brasil»)
18 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Exame à Escrita das Agências Divinas
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
exibe na pág. 2 carimbo com ex-libris de Manuel Ferreira de Sousa (Maso)
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano panfletário, bem conhecido pela sua permanente denúncia da Igreja Católica, foi, porém, como pedagogo do método da Cartilha Maternal de João de Deus que terá deixado melhores frutos. Neste particular, a sua acção directa junto das escolas primárias do centro-norte do país foi notável, acabando na sua expulsão do ensino em 1934. O vertente livro encaixa precisamente neste assunto: «A lenta mas persistente investida com que a Igreja Católica, durante e após a primeira Grande Guerra, procurou demolir a obra social que, em poucos anos de República, conseguimos erguer, impõe-me o dever de recordar, tanto aos novos agentes dessa Igreja, como à descuidosa geração que ela traz empenhada em ambiciosos devaneios – as razões que tivemos para falar e agir [...]» (da nota introdutória ao volume). E segue coligindo artigos seus, entendidos como de insofismável actualidade, que andavam espalhados pela imprensa da época (1909 e 1910), a que junta um último texto já de 1962 lembrando que «A oposição, portanto, é um dever sempre que a Nau do Estado ou a Barca de Pedro dêem sinais de pouca segurança na armação ou se encaminhem para escolhos onde se despedacem e vão ao fundo. [...]»

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Os Grandes Males – O Tabaco


THOMAZ DA FONSECA

Famalicão, 1903
Typographia Minerva
1.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
108 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ao que parece, para Tomás da Fonseca o tabaco, fonte de degradação e miséria sociais, emparceiraria mesmo com altos tóxicos como, por exemplo, o ópio. Num breve “estudo”, mais moralista do que científico, condena ele o seu consumo:
«[...] Um dos seus primeiros efeitos é a perda da memoria. Depois vem as vertigens, tremuras e diversas nevralgias.
Se se faz uso do cachimbo a boca inflama-se, os dentes tornam-se amarelos, sujos, cariados, e a faringe irrita-se passando á inflamação cronica.
E com o abuso, que principia logo que se fuma a serio e por paixão, estes males aumentam e o fumador vae sentindo cada vez mais o incommodo da vida, até que um dia se sente roubado no seu bom-senso ou morre sem aquela consolação de que nos fala Cicero, ao fechar o ultimo dia d’um mortal pela evocação d’uma bela vida.
O caso mais comum é o da loucura. Todos os alienistas afirmam que o maior contingente dos hospitaes é dado pelos fumadores. [...]»
Profere até, do sério das suas longas barbas, que «Os povos que mais fumam são tambem os povos que mais bebem» (?!).

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